dezembro 30, 2011

ANO NOVO?

Eu não sou diferente de ninguém, mas não consigo ter esta animação, estas esperanças todas no final de cada ano. Isto, para mim é apenas troca de datas, como de setembro para outubro, passamos novamente de dezembro para janeiro, o que para mim representa ... absolutamente nada.




Como também não consigo entender porque algumas pessoas ficam tão tristes e melancólicas no Natal (comemoração do aniversário de Cristo), e absolutamente em êxtase no ano novo.

Quantas vezes na história o calendário foi modificado? Então quando é mesmo o ANO NOVO?

O tradicional Réveillon comemorado na maioria dos países na passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro é historicamente recente. A primeira comemoração ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a.C. e era conhecida como "Festival de Ano Novo".

Na Babilônia, a festa começava na primavera por ocasião do equinócio, ou seja: no ponto ou momento em que o Sol, ao descrever a eclíptica, corta o equador, fazendo com que os dias sejam iguais às noites.  Hoje, no hemisfério norte é comemorado no inverno e no sul em pleno verão.


No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data em que os espiritualistas comemoram o Ano Novo esotérico).

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o Ano Novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia para a comemoração desta grande festa (753 a.C.).  O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a.C.  Em 1582 a Igreja Católica consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano adotado pela maioria dos países ocidentais, com exceção dos ortodoxos.

Ora bolas, eu não sou persa, fenícia, egípcia, grega nem católica. Juliana nem Gregoriana.

As contas a pagar em 2012 chegam já em 2011. Os compromissos são marcados com meses de antecedência.

Acredito sim, que a vida de todos nós, como a própria mãe terra, tenha ciclos definidos e bem mais amplos que a mera passagem de um dia para o outro.

As vidas não vão mudar num passe de mágica.

Pluft! É Ano Novo! O milagre aconteceu! A medicina descobriu a cura do câncer, a fome acabou no mundo, os árabes pararam de guerrear, os judeus fizeram as pazes com os palestinos, Cuba virou uma democracia, acabou-se a corrupção no Brasil, etc., etc. E eu fiquei rica!

Tendo a acreditar que o dia que cada um de nós nasceu é bem mais importante que o dia 31 de janeiro. É mais pessoal. O dia em que nascemos, viemos ao mundo, para o bem e para o mal.

Por isto tento, sempre que possível, comemorar meu aniversário todos os anos. Agradecer a Deus mais um ano de vida, mais uma oportunidade de estar aqui tentando aprender, desfrutar, descobrir, ensinar.

Mas, definitivamente não consigo nem desejar FELIZ ANO NOVO sem me sentir hipócrita.

Perdoem-me se sou cética, distante da realidade, insensível, ou algo mais... Sou só verdadeira.

dezembro 23, 2011

PROSPERIDADE SIM!!

Noutro dia coloquei numa rede social que gostaria que todos meus amigos, em 2012, fossem prósperos. Uma amiga retrucou de uma forma meio blazé que prosperidade não influencia muito a vida de uma pessoa.


Não querendo criar polêmica deixei para lá.

Muito bem, querida amiga. Você já teve dificuldades para colocar o básico na sua geladeira, pensando que poderia entrar numa delicatessen e comprar as delícias da gastronomia que quisesse? Ainda que fosse somente um vinhozinho chileno ou um pedacinho de queijo brie?

Já levantou às 5h da madrugada e pegou três conduções para chegar ao trabalho, suada e estafada, às 9h, sabendo que se tivesse um carro faria o mesmo percurso em uma hora, mesmo num carro chamado "popular"?

Já deixou de ir num evento importante porque não tinha vestimenta adequada? Nem mesmo uma roupitcha da Renner?

Colocou seus filhos para estudar em escola pública, sofrendo de antemão por saber que se estivessem em um colégio de qualidade as chances deles no futuro seriam maiores?

Alguma vez deixou de comprar presentes no Natal para toda a família, por precisão e não por falta de vontade ou de amor?

Quando foi que trabalhou o mês inteiro e teve que contar tostões para "segurar a onda" até o próximo mês?
Mora em comunidade sem saneamento básico, controlado por bandidos e/ou milícias?

Amargou meses de espera por uma consulta médica no SUS e depois não teve “grana” para adquirir os remédios indicados para o tratamento?

Então não me venha aparentar virtude em rede social, onde todo mundo lê, porque dinheiro é sim, ultramegasuperimportante na vida de todos nós. Pro bem e pro mal.  Melhor que dinheiro, só muito dinheiro.  E isto nada tem a ver com caráter, saúde, amor, felicidade, etc. Que estas coisas não se vende por aí.
Aliás, querida, o significado de próspero é: que melhora, que progride, bem-sucedido /. Felicidade; ventura.

É isto mesmo que desejo para mim e meus queridos amigos.

dezembro 13, 2011

Férias em Salvador - A VIAGEM II

O mundo sabe que amo viajar.  Não importa prá onde. Importa é conhecer novos lugares, reconhecer outros. Ir e voltar.  Mas agora importa também, e muito, como sair e chegar.

Como eu sou sabida! Sei que os meios de transporte evoluíram muito, sei que um navio levava 90 dias da Europa até o Brasil, que o Brasil foi colonizado a pé ou no lombo de cavalos, sei que não temos a cultura de viajar de trem - até porque não temos ferrovias para isto.  Sei também que neste mundo "muderno" que vivemos o avião é fundamental.  Para que?  Ora para que... Para levar 6 horas do Rio a Salvador pela FAB ou 5 horas de Salvador ao Rio com conexão aqui e ali pelas cias aéreas.  Avião cata corno, já ouviram falar?

Existe. Funciona da seguinte maneira:  suba num avião em Recife, desça em Salvador, espere duas horas para entrar em outro, vá até SPaulo, desça em Guarulhos e saia correeeendo para entrar no prox. avião para o Rio; isto tudo com o joelho no queixo e tendo que aguentar os flatos do vizinho do lado.  

Esqueça a fome.  Se saiu de casa e não levou uma merendinha, se farte.  Vão te oferecer amendoim japonês e/ou batata frita as 6h da manhã, não é bom?
E ainda pagamos caro por toda esta bagaça.

Se Deus quiser não vou esperar muito tempo para ver aquelas famílias grandes que viajam juntas abrindo a cesta de piquenique com frango, farofa, tubaína, etc fazendo a festa nos corredores dos aviões.  Ah!  Como eu gostaria de assistir um cena destas!! E ver as caras e bocas dos comissário(as) e aeromoço(as) ....

Pois bem, por isto pretendo agora só viajar, não importando a distância, de carro.

Pelo menos vou poder parar para comer a hora e quando quiser.  Dormir confortavelmente num hotel na beira da estrada.  Apreciar a paisagem, sem ter que me estressar com desce, sobe, salta, corre.... E tendo a delicadeza de poder ir ao banheiro para soltar meus puns.



dezembro 12, 2011

Férias em Salvador - A viagem - I

Hômi, descobri sem querer que sou descente de Virgulino Ferreira , para quem não juntou cara com bunda- Lampião. 

Não tenho orgulho nem vergonha de saber disto agora; afinal descendência é descendência e pto. A única coisa certa que sei é que os Ferreira do ramo de Joana e Galdino são arretados e eu sou um deles. 
Pois é.  Mas o pessoal da FAB não sabe disto e me mandam para Salvador como cortesia, como se estivessem me fazendo um grande favor, como se a FAB não fosse nossa - de todos os brasileiros que pagam seus impostos e me informa que haverá um avião para retorno no dia tal, tal hora....

E lá vou eu.  No início da viagem fomos avisados que o avião faria uma escala em S. JOSÉ DOS CAMPOS - coisinha de 20 m do Rio e depois seguiria direto p Salvador.  Beleza.

E voamos, voamos até que 1 h depois achei que S. JOSÉ DOS CAMPOS estava longe demais.  O voo fez escala em S. JOSÉ DOS PINHAIS - Curitiba!!!

Este povo não estudou geografia não?  Não sabe a distância entre um local e outro ou resolveram orar para um santo diferente no meio da viagem?

Fazer o que?  Orar para qualquer S. José me fazer chegar rápido em meu destino.

Cheguei quase 4 h depois de sair do RJ.  Rapidíssimo.  Nunca na vida fiz um vôo tão ligeiro nas asas da FAB.

Então estou eu lá com meus Ferreiras queridos quando sou informada que não teria vôo de volta no domingo, conforme o combinado.  Talvez na terça, talvez na quarta, quem sabe em 2012?  E alguma Ferreira e mulher de talvez?  Talvez eu quisesse virar vendedora de acarajé, abará, mãe de santo, cantora de axé... Qualquer coisa para ficar me sustentando na Bahia até a FAB ter alguma certeza de alguma coisa.

Fui obrigada a economizar nas cervejas, no caranguejo, no siri catado, na farinha de carimã para poder pagar a passagem de volta. 

Eu voltei.  E volto a Salvador sempre, mas jamais pela FORÇA ATENÇÃO BABACA! Porque quero ir e voltar no dia marcado.

novembro 28, 2011

O Brasil Kafkaniano

Antes de começar, vamos as explicações.  Quem foi Kafka? Escritor que nasceu em Praga e, entre outros, escreveu o excelente livro O Processo, onde conta a história de um certo Josef K., julgado e condenado por um crime que ele mesmo ignora.   Daí a expressão kafkaniano, usada para qualificar qualquer situação contrária ao bom senso. 

Pois bem, o nosso serviço de saúde pública gasta uma soma imensa em propaganda na TV, em horário nobre e nos principais canais abertos.  A saúde pública ali é de primeiro mundo. Tudo funciona. 

Ministério da Saúde lidera ranking de investimento em propaganda entre órgãos governamentais (cbn/globoradio/globo.com)



No Rio de Janeiro as UPAS e as Clínicas da Família são excelentes. As farmácias populares tem todos os remédios com até 90% de desconto. Acreditei.  Eu sou mesmo uma crédula, acredito até em duendes...

Então lá fui eu tentar marcar uma consulta num hospital municipal de referência em oftalmologia (Hospital da Piedade), já que o SUS é um SUSto só.

Cena:  - Sra, como faço para marcar uma consulta?
- Vá num posto de saúde, marque uma consulta com um oftalmologista para que ele a encaminhe para cá.  Com este encaminhamento, chegue beeemmmm cedo, porque na primeira consulta só damos 10 senhas.
- Mas....Sra, ir num oftalmologista para me encaminhar para outro oftalmologista?
- Sim, isto mesmo, a sra entendeu direitinho.

Entendi o que?  Se entendesse eu mesma solicitaria minha internação no manicômio mais próximo!

Imaginem euzinha, do alto dos meus saltos 15, chegando de madrugada num PAM, enfrentando uma fila enooorme para me consultar com um oftalmologista (se tiver, se comparecer, se me atender...), para pedir a ele me mandar para outro?

Não sabia se ria, se chorava ou se pegava um avião para Brasília para pedir pessoalmente ao sr. Alexandre Padilha - Ministro da saúde,  para gastar melhor meu dinheiro, pois contribuo com esta bagaça exatos 41 anos e não posso, não quero e não vou gastar dinheiro com plano de saúde particular se o público tem obrigação de me atender. Menos dinheiro para propaganda enganosa e mais para o povo!

Nossos serviços públicos são tão ruins que acostumamos a achar que somente a classe muito pobre tem e deve procurá-lo.  Temos que mudar esta mentalidade pessoal.

Façam as contas de todas as contribuições, taxas, impostos e sei lá mais o que os governos municipais, estaduais e federais levam de nossos bolsos e vejam como é caro. 

Teríamos que ter o mesmíssimo atendimento da sra. Dilma Roussef, sr. Lula da Silva e outros, que, claro, também contribuíram.  Mas quando adoentados tratam-se em clinicas e hospitais caros e ainda com nosso dinheiro.

Quero o mesmo atendimento, mas no SERVIÇO PÚBLICO.  Para isto PAGO MUITO CARO.


novembro 16, 2011

O preconceito e o Norueguês

Diz meu amigo Ali Kamel em seu excelente livro "Nós não somos racistas", que no Brasil não existe racismo e, sim, preconceito social.  Lendo o livro aceitei sua visão.  Mas passando final de semana na praia da Ferradura, em Búzios (balneário metido a chic do R. de Janeiro), fiquei em dúvidas sobre esta afirmativa.

Chamou-me atenção a quantidade de pessoas olhando em minha direção.  Ora, sou gordinha, baixinha e sessentona.  Por mais perfeita que estivesse, arrancaria, no máximo, olhares de alguns velhotes sapecas.

Mas não eram apenas os velhotes sapecas e nem eram para mim os olhares.  Que pena, quase acreditei-me linda!

Como toda mulher é curiosa e eu não sou exceção, segui os olhares e entendi o motivo de tantas risadinhas, comentários à meia boca, olhares de soslaio e algo mais.

Sentados atrás de mim um jovem casal da mãos dadas bebericando uns drinks.  Até aí, zero de curiosidade despertariam. 
Ela lindíssima, com porte de modelo internacional; ele com cara de namorado apaixonado.

Mas em sendo em Búzios e não havendo nenhum papparazzi por perto, uma olhadinha só seria suficiente não é mesmo?

Seria.  Se não fosse a linda, negra, negríssima, retinta e o namorado norueguês com cara de dinamarquês de tão branco.

Ela, advogada .  Ele tentando se "segurar" no Brasil através de traduções já que fala muitíssimo bem nosso idioma.

E sabem porque soube disto?  Porque perguntei a eles se poderia fotografar aquele casal tão lindo.

Pra que?!  Foi uma confusão dos diabos.  Eles até aceitaram, mas então a praia toda se acercou.  Se é negra, é linda, tá com um brancão, não está com jeito de "mulher de arrumação", então é modelo ou artista!

Quem são? Me conta! Da onde são?

Como eu não quis pagar "mico", agradeci as fotos e voltei ao meu lugar.

O burburinho continuou de forma tão "gritante" que o casal foi obrigado a se retirar.

Tá certo Ali Kamel.  Se é negra, linda, advogada pode.  Se é negra, linda e pobre, sem estudo - prostituta!

novembro 09, 2011

PSICOLOGIA? EU?

Primeira sessão de análise ontem.  Não sei se Lacaniana, freudiana ou coisa que o valha, mas como tive excelente acolhida da psicóloga, continuei.

Um parentêse para explicar  o negrito acima: ODIAVA, DETESTAVA, ABOMINAVA psicólogos.  Não sei se já contei para vocês que tenho uma irmã que fez doutorado, mestrado e mais não sei o que em psicologia e eu a considero louca de pedra, sem conexão nenhuma com a realidade dos seres ditos normais.

Dito isto, continuemos: de cara avisei desta minha aversão para a psicóloga.  Tadinha da bichinha, sei que fui, se não grosseira, cruel, mas já que estávamos iniciando uma sessão de análise todas as verdades deveriam ser ditas e como eu ando de mãos dadas com a verdade até as raias da falta de cordialidade, falei.

Que coisa boa poder falar das mágoas, dos sofrimentos, dores e dissabores para quem não nos conhece e tem as ferramentas necessárias para ouvir, perguntar apenas para entender,  sem julgar e nem aconselhar de imediato!

Falei durante duas horas.  Foi fácil? Difícil prá cachorro! Como tirar do útero (que não tenho mais), um filho que não queria nascer.

E no meio do meu blá blá bla, uma das poucas frases da moça: " A mãe é o começo, o centro, o cerne de tudo"!  Pronto, estava feita a mixórdia:  eu sempre me bati contra esta máxima tida como verdade verdadeira sem discussões.  Como diz grande amiga minha:  cadelas, vacas também são mães e não carregam esta carga de responsabilidade.  Porque nós humanas temos que carregá-la? É injusto, é desumano. 

Mães devem e tem que cuidar, proteger, acolher, educar e, se souber, amar.  Pronto e só. E tendo feito direitinho seu papel, não podem, não devem e não tem que levar a culpa das merdas que suas crias saiam fazendo pelo mundo.

E aí entra, de novo, esta minha teimosa mania de querer explicações que me convençam. 

Quem criou esta convenção?  Freud - homem.

A mãe do Freud era linda, linda, tinha só vinte e um anos a mais que ele, e vinte menos que seu marido


"Vibrante, bela, narcísica, tirânica, egocêntrica,..., com humor cortante" no dizer de Ernest Jones; essa autêntica "mama ídiche" chamava seu pimpolho primogênito de "mein goldner Sigi" - meu Sigi de ouro.

Pois bem.  Como explicar que, apesar de todo carinho, atenção, amor e proteção que as mães dão aos filhos, alguns, depois de adultos viram verdadeiros "bichos"? Seres sem caráter, sem emoção, ruins até a medula?

Como explicar que crianças que crescem sem afeto materno (tendo ou não mães), tornam-se adultos de  excelente caráter?

Vou continuar com a análise, claro, até porque as questões que me levaram até lá nada tem a ver com o meu papel de mãe, mas que vai ter que me convencer desta máxima, ah!  Isto vai! 

outubro 24, 2011

AMOR ÀS PALAVRAS

Falo muito, pra caramba.  Falo com as pedras, se necessário for.  Mais do que falar, gosto de ouvir e ler.  Eu amo as palavras.  Fico "chapada" escutando quem fala bem; discorre legal sobre um assunto sem "hãs" ou "huns" no meio das frases.
E, como não sou modesta, sei que falo bem.  E sabem porque? Sim, tive o privilégio de estudar em boas escolas, mas aprendi mesmo com papai, que, semi analfabeto, lia muito, lia sobre tudo, lia de gibis a compêndios.  O que lhe aparecesse na frente. E consultava o dicionário sempre que não entendia uma palavra e articulava a palavra quantas vezes fosse necessário para que saísse certinha ao falar.
E por amar as palavras, adoro ler.  Se pego um livro interessante, aliás, eu só leio livros interessantes; os merdas, não passo da 3ª página - largo pra lá. 

Os melhores livros que lembro de ter lido até hoje:

Infiel - Biografia de uma negra do interior da África muçulmana, que sem nenhuma oportunidade aparente na vida, apenas movida pela coragem de mudar, torna-se senadora num país europeu. Inesquecível

O Navegante - Morris West - É ficção, mas tão bem elaborada a história do médico que larga tudo para voltar as suas origens aborígene, que emociona e apaixona.

A menina que roubava livros - Ficção - tbem emociona e vida dos alemães que não participavam da loucura de Hitler na 2ª guerra e nada tinham contra os judeus

1808 - Laurentino Gomes - Se a história do país fosse ensinada na escola da forma que o Laurentino nos conta, jamais alguém diria que não gosta da matéria

Flores raras e banalíssimas - Biografia historicamente romanceada da vida de Lota Macedo Soares e o Parque do Flamengo - Elizabeth Bishop foi apenas uma coadjuvante.

Casa Grande & Senzala - Gilberto Freyre - Um trabalho magnífico do sociólogo Gilberto Freyre, que analisa as raças e culturas que formaram o homem brasileiro.

As Brumas de Avalon - Ficção também.  Mas quem resiste a história do Rei Arthur e sua lendária "turma"?

Os Carbonários - 1968 o ano que não acabou - O que é isso companheiro? - Autores diferentes que me contaram, cada um com sua vivência da época e sua forma de escrita como foi o tempo da ditadura brasileira, aquele horror.

Inés de Minha Alma - Em forma de romance lindo, Izabel Allende me contou sobre a colonização chilena.

E tantos outros que esqueço de citar, mas jamais de ler.

Sou meio compulsiva, se só tiver grana para comprar um vestido, compro um livro!  E olha que sou mulher.  Fazer o que?  Sou assim......


outubro 06, 2011

Correr e correr!

Para melhorar a forma é preciso correr, dizem os médicos.
Para melhorar o coração, é preciso tranquilidade, dizem estes mesmos médicos.

De acordo com a ciência, quando se corre libera-se o hormônio da felicidade - serotonina.

Tá bom! Já entendi!  Só não entendi se é para correr ou ficar tranquila, ou correr tranquilamente....

Acho que eu é que estou desalinhada com a temática da coisa.

Já acordo correndo; acordo não, pulo da cama (pular é exercício)? E aí é um vamos que vamos - sai da frente minha gente que preciso correr.

Correr prá cuidar da casa, do neto, almoço, compras, roupas, estas coisas que os médicos e terapeutas sempre dizem " Ah, você tem que delegar....", acham supérfluas e secundárias - Eu acho e detestáveis.  Mas alguém tem que fazer e neste caso, euzinha.

E corre que o tempo "ruge".  O psicólogo tá marcado para daqui 30m e mesmo que eu tenha o privilégio de ir de carro, graças ao meu querido "Dudu*", estou precisando mesmo é de um helicóptero!

Ah! Enfim descanso! O psicólogo atrasa... mas aí quem começa a correr é a porcaria da mente - esta intrometida que nos poucos minutos que tem para descansar fica enchendo meu caso porque posso atrasar para a aula.

Mas N. Sra. das Mulheres Bombril está sempre atenta e não falha nunca!  Chegam as "fofinhas" das psicólogas e me informam que o horário de atendimento é as 13,30h e não as 13h.  Ainda bem que em meio a correria não esqueci de tomar o Prozac hoje, senão alguém sairia sem um maço de cabelos e não seria eu.

Então, correr acalma ou estressa?  Me digam senhores médicos.

* Dudu - Eduardo Paes - Exmo Prefeito da cidade dos buracos, obras e blitz nas horas erradas.

outubro 05, 2011

Epa!  Quiseram me enquadrar!  Ai, ai, ai.  Não me venham dizer que eu sou isto ou aquilo porque eu sou isto, aquilo e aquilo outro.  Se e quando eu tiver a fim.

Sou  a mãe zelosa, a dona de casa laboriosa, a esposa amorosa - tudo como manda o figurino; mas também sou a mãe que se irrita até a loucura, com vontade de esganar um filho.  A dona de casa que odeia sê-lo e a esposa que tem vontade de jogar o marido pela janela de quando em vez.

Eu sou mesmo é uma METAMORFOSE AMBULANTE.

E por isto, fico muito a vontade para negar agora tudo o que eu disse antes.  Para voltar do meio do caminho para onde ia toda faceira.  Para ficar até 1/2 noite de canga e  havaianas em Búzios quando está todo mundo superhipermega produzido.  Para soltar a voz até ficar rouca de tanto cantar samba na praça.

Também fico muito na minha para ficar quietinha quando todo mundo tá fazendo a maior festança.  Para dormir no meio da dança.  Para sair quando a festa não está me agradando sem me importar em dizer porque.

Eu só não quero é me embrulhar para presente para agradar gregos e/ou troianos.  Dá para gostar de mim como sou?  Não dá?  Sorry. Tem gente que gosta.

Uma coisa meus amigos tem certeza, nunca vão "topar" com deslealdade, desonestidade, carinha emburradinha ou surpresas.

Por favor, não me patrulhem, não me rotulem e nem tentem me enquadrar.  Meu pai morreu aos 80 anos e não conseguiu, por mais que nos amássemos.

Portanto, ou leva assim, em papel jornal ou vai procurar alguém que seja dissimulado, fantasiado de bonzinho pra te agradar e seja muuiiiito feliz.

outubro 04, 2011

DICOTOMIA



Cada pessoa tem um universo particular, diferente da forma como as conhecemos, as vemos ou rotulamos.

Um universo apenas nosso, íntimo, que não fala a companheiro, amado, amante algum. Um universo de saberes, quereres, satisfações, dores, lágrimas não derramadas, sorrisos não dados, músicas não cantadas, danças não dançadas e, principalmente, palavras não ditas..


Poderia até ser nome de música “universo particular”. Pois eu, não sei se feliz ou infelizmente, tenho vivido mais neste universo que na vida que esperam de mim. Não tô me sentindo infeliz, mas também não estou feliz. Estou como máquina, fazendo, tecendo e fiando o que esperam, ou o que eu acho que esperam de mim.


Se fosse apenas por amor estaria feliz, mas é por precisão e a precisão quando não parte de nós é uma merda, pelo menos para mim, e tem de virar realização, nem que seja para o outro.


Então, para preencher a precisão de outro,estou tentando , tentando me adequar, que depois de burra velha fica difícil mudar assim de hora para outra. Mais ainda que são mudanças impostas – não tem jeito! Ou muda ou morre lutando para não mudar. E mudar para pior é a grande luta que não quero lutar.

Infelizmente as mudanças nem sempre acompanham o tempo que precisamos para mudar. Vem, chegam e são mais rápidas que o próprio tempo. Aí, o que fazer para não ficar rotulada como a chata, faladeira, reclamona, etc, etc?

O que fazer quando vivia rodeada de gentes e mudou porque precisou (de novo a precisão) e passou a ficar a maior parte do tempo só? Foi um tempo difícil, mas tive tempo para mudar. Acostumei a ficar só. Me acompanhei de mim, pensamentos, ideias, sonhos....E percebi que eu sou muito interessante comigo mesma; não que me baste porque preciso de gente, mas não me choro ao estar só.


O que fazer? Adentrar no meu universo particular, que está cada vez maior, mais denso, populoso de ideias, quereres, choros, sorrisos. E, para os outros, a máquina de tecer e fiar, pelo menos até me reacostumar a viver nesta nova forma de vida, que eu espero que seja rápido, acelerado como eu, para não surtar e me perder de mim, pois que antes de eu me perder de mim todos já me terão perdido, porque sou louca o bastante, ou quem sabe, sensata o suficiente para não permitir e sumir......

VELHA, ANOSA E IDOSA É UMA OVA

Hoje pela manhã me olhei no espelho e vi rugas ao redor dos olhos. Não me surpreendi nem fiquei chateada.


Tantas coisas meus olhos já viram, tantas belezas já os deslumbraram, tantas lágrimas derramaram que seria inimaginável não estarem marcados. Não são rugas, são linhas da minha vida, intensa, apaixonada, bem vivida.

Percebi, também, que meus lábios têm comissuras, claro, quantas vezes apertei-os de raiva, de mágoa, de calar o que não devia ou não podia falar? Mas acho mesmo que os gastei dando risadas escandalosamente gostosas, daquelas de fazer chorar.

I, caramba, meus braços estão tão flácidos, parecem até gelatina. Mas estes braços carregaram os bebês, às vezes noites inteiras tentando acalmar as cólicas..., carregaram sacolas, passaram imensas trouxas de roupa. Ah! Mas ficaram flácidos mesmo de tanto abraçar meus amigos e meus amores.

E estes cabelos que teimam em ficar brancos? Pensar embranquece cabelos? Então não tem remédio, ou melhor, tem. Tintura neles! Porque pensar em como conciliar criar filhos com os cuidados domésticos, trabalhar para educá-los bem, agradar o parceiro, dar atenção ao resto da família, manter e fazer novas amizades é pensar até embranquecê-los e aí está o feliz resultado.

Olhei para as pernas. Deus do céu, que é isto? Celulites, estrias...ih, melhor não continuar olhando...Ah, deve ser da idade. Que idade? E os saltos 15 que eu usei desde os 15? E os fins de semana me requebrando na discoteca em cima deles ou desfilando nas escolas de samba em cima daqueles tamancões altíssimos?

A pele também perdeu o viço. Onde foi que ele ficou? Será que foi nas noites mal dormidas? No cansaço dos anos de trabalho? Prefiro pensar que foi nos dias inteiros tomando sol na praia, em noites dançantes ou em braços de amantes. Dane-se o viço da pele, que minha alma ainda está cheia dele.

Então que me chamem de velha, anosa ou idosa que não ligo e sabe por quê?

Porque eu já vivi o que os jovens ainda não viveram. Já passei pelo que eles ainda irão passar, já conheço, pelo menos mais da metade dos passos da estrada e por isto agora caminho nela com mais confiança. E ainda viverei muito mais, afinal ainda não terminei minha coleção de rugas, flacidez, dores lombares e cabelos brancos.

junho 14, 2011

A BATERIA FAZ A DIFERENÇA, ETC

Panelas – esqueçam as panelas de alumínio. Tem que arear prá ficar bem limpinha (cozinha e sujeira não cobinam) - Segundo um estudo feito pela NSF International, uma instituição não governamental que promove o desenvolvimento de técnicas para melhorar a saúde da população, os locais mais limpos são os banheiros, enquanto os que mais contêm germes são as cozinhas. (bioblogando.com.br).


As panelas amassam, a comida agarra no fundo, cozinha lento e queima rápido. Invista em boas panelas de inox; bem cuidadas (cuidar bem de panela e lavar bem!), duram mais de 10 anos.

Facas – Existem faquinhas, facões, mas um bom corte é fundamental. Faca boa é de ferro, não de aço. Nem o sal grosso destrói a danada, por mais que tente. Claro, a higiene da bichinha também é fundamental. Ter uma faca destas para limpar, cortar e desossar carnes e aves é o céu na cozinha!

Os temperos - Alho, cebola, louro (pode ser em pó), cominho e pimenta do reino - não precisa gostar, tem que ter!  Os mais metidinhos: astragão, alecrim, sálvia, cravo da índia, pimentas diversas, etc, etc, já causaram descobertas fenomenais na história do mundo, mas nós não precisamos navegar tanto para tê-los, até porque alguns tem uma sobrevida curta, dentro e fora da geladeira, a não ser aqueles privilegiados que podem ter uma hortinha e se dar ao luxo de colher na hora. Estes, compre conforme o cardápio.


O restante - Batedeira que bata, processador que processe e liquidificador que faça isto tudo mais crochê, tricô e ziguezague faz você virar estrela mesmo sem ser uma “Brastemp” na cozinha.


Minhas raízes (afroárabeuropabaianodescendente), ou seja, mistura de cobra dágua com jacaré, não me permitem gostar de comida insossa. Sabem aquela comida cheia de enfeites, molhos, perfumes, penduricalhos, afins e sem gosto de absolutamente nada identificável? Detesto. Tenho uma necessidade quase tribal de identificar o que estou comendo, talvez seja para memória futura quando me faltar a presente; trutas, por exemplo, jamais comi alguma que não tivesse apenas o maravilhoso gosto  do molho de amêndoas, da manteiga, das ervas provençais ou do fumeiro. Mas... cadê o sabor da truta? Truta tem sabor? Ainda não encontrei.




FEIJÃOZINHO BÁSICO


Neguinho, mulatinho, marronzinho ou branquinho que eu não sou preconceituosa, pode ser feito de qualquer forma, sem nada, apenas feijão, água, louro, cominho, sal e alho, muiiitttoooooo alho fritinho na hora de temperar.

Nada prá mim é assim mesmo! Isto é o basicão do nada. Pronto! Fica uma delícia . Se levar umas rodelas de calabresa de boa marca então! Huuummm!


abril 09, 2011

Ilha do Governador


Aqui onde moro, vejo miquinhos passeando nos cabos de energia no inverno, de vez em quando tucanos alçam voos; posso marcar o dentista quando encontrá-lo no mercado.

Onde mais a proprietária da farmácia iria procurar para mim um sabonete medicinal, difícil de encontrar, e me mandaria entregar em casa?

Em qual lugar do Rio alguém acharia minha carteira de habilitação que eu havia perdido, entraria no site do DETRAN e me entregaria a bendita carteira em casa?

aqui, nesta roça, o carteiro sabe para onde eu mudei e separa as correspondências do endereço antigo para entregar no novo endereço.

Aqui, neste lugar, ainda tem padeiro que vem em sua bicicletinha velha entregando o pão fresquinho todas as tardes para receber no final do mês.

O pedreiro, ótimo e de absoluta confiança, te liga de vez em quando para saber se tem algum servicinho para ele.

E desta roça tenho como sair por terra, ar e mar. Onde mais teria isto?

Os vizinhos de bairro são os mesmos de todo o sempre; quando mudam é da rua de lá para a rua de cá, como eu mesma fiz.

Amooo este bairro com cara de classe média alta e jeito de roça.


abril 07, 2011

Qual é mesmo a minha idade?


Se eu disser que tenho 60... Ooooooo, me dirão as mulheres. Se disser que tenho 50, Oooooo, me dirão as mulheres. Mulher.. que raça braba quando se fala em idade!


janeiro 04, 2011

QUANTO TEMPO

Caraca!! Desde maio que eu não venho aqui. Que falta de consideração com meus inúmeros leitores!!!


Pois cá eu. Tanta coisa na cabeça, tantas emoções...


Meninas, vocês viram a mulher do Michel Temer? Claro! A homarada ficou toda ouriçada, marido meu que adora dar uma de comportadinho, correu pra internet p saber mais sobre a moça. Aí ficamos sabendo que ela é somente 43 anos mais nova que ele. Nada de mais. O demais é o populacho ficar tachando a Marília Gabriela, Suzana Vieira e tantas outras de assanhadas porque só gostam de garotos.

E eu que não tenho preferência por faixa etária fiquei muito triste com o Temer.


Vai que eu disponível no momento (disponibilidade não tem a ver com estado civil). Pois é, eu estou indisponível..., mas voltando, taí um cara que eu iria querer "desenrolar", apesar de bem entrado nos anos (sem trocadilho, pelamordeDeus!), eu até acho o Temer ajeitadinho... tá legal o botox ajuda, mas quem sou eu para reclamar de ajuda? Aí iria eu dar umas olhadinhas pro coroa, não pelo que ele representa nem pelo dinheiro dele que eu sou uma mulher séeeria. Mas o danado do velho já tava com uma garota que deve ser mais nova que a mais nova filha dele.


Então, raciocinem comigo, se nós, depois dos quarenta só ficamos com homens mais novos (eu, inclusive), é porque os mais velhos só olham pras garotas. E não é por causa do viagra não, sempre, desde de Adão que é assim.


Então, meninas, sigam o meu conselho, prá não ficarem perdidas na selva, agarrem cedinho, lá pelos 20 os meninos de 15 anos. Nada de ficar encanada que homem mais novo não tem nada na cabeça... os mais velhos também não. Dos 15 aos 65 o pensamento deles vai só prá futebol, trabalho (ou estudo, quando meninos), e sexo e a ordem só se inverte se ele for aspirante ou jogador de futebol, porque aí sexo vem em primeiro lugar. Depois dos 65 também, porque o tempo tá acabando.... e você sabe....


Agarre o seu quando ele ainda for menino, porque afinal de contas é melhor criar um menino e ficar com um cara mais novo na velhice do que aturar um velho logo de cara.


Bjus