janeiro 30, 2012

MULHER FÁLICA

Mulher fálica foi a denominação que recebi da psicóloga que me atende. Na hora levei um susto, fiquei confusa, ressabiada. Mas depois, sabem como é:  vamos pensando, procurando, analisando, pesquisando e cheguei a conclusão que sou sim, mulher fálica. 

Aquela mulher que já nasceu enfiando o nariz onde não é chamada sem medo de errar, e errei muito, mas aprendi mais ainda.

Desde menininha levada não aceitava "nãos" sem "porquês".  Desafiava autoridades paternas, maternas, internas e externas.  Sempre fui contestadora, questionadora e interessada no fundamento das coisas e causas. 

Me casei com quem quis e quando quis, independente de quereres e querelas familiares.  Decidi sozinha os filhos que quis ter, sem deixar nem marido interferir. Sendo o corpo meu, nele mando eu.
Não tendo religião, só criei meus filhos na fé em Deus.

Disputei vagas de emprego como quem disputa uma guerra, com garra!  E sempre trabalhei demasiado para garantir meu prato de comida, meus sapatos caros, meus perfumes importados, meus carros e meus batons, que a homem algum eu dei o direito de opinar sobre o quanto gastava comigo e nem "honra" de pagar as minhas contas.

Nunca tive medo de cabra macho, cobra ou lobisomem.

Sei, gosto e tenho competência para mandar, decidir, refutar, argumentar e direcionar.

Resolvo bem meus problemas sozinha e quando não dá, não tenho escrúpulo algum em pedir ajuda. Afinal quando se pede ajuda, alguma coisa já se tem: o "não", então, o  máximo que pode acontecer e voltar somente com o que fui.

Não gosto de receber ordens desorientadas.  Sou exímia em atendê-las, mas que sejam precisas, claras e exatas.

Não sinto emoções fúteis, só as úteis.

Aprendi a chorar depois de burra velha e não deixo de ser forte por isto. Só deixo escorrer o que a alma não aguenta mais segurar.

Não tenho medo da vida nem da morte. Aceito bem o que Deus me der na hora que Ele quiser.

Então, sou quase um homem? Não!! Eu entendo muito bem as mulheres.  Quer dizer, mais ou menos, porque de mulheres chatas,  alienadas, volúveis e fresquinhas não tenho muito tempo nem disposição. Entendo bem de mulheres guerreiras, lutadoras, donas de suas vidas e de seus destinos. DE MULHERES FÁLICAS!


janeiro 06, 2012

–AQUISIÇÃO / FUSÃO OU CONFUSÃO?

Trabalhei 15 anos numa multinacional do ramo farmacêutico, que durante este tempo passou por 4 fusões/confusões/aquisições. Houve época que me atrapalhava com a razão social da empresa.

O assunto começava sempre sendo cochichado pela “rádio corredor”, às vezes, um ano antes. Não adiantava perguntar aos “graúdões” porque eles negavam sempre. Também eles tinham medo de perder seus empregos!

Quando efetivamente acontecia, era um “Deus-nos-acuda”! Cada funcionário tinha uma historinha para contar, até que a Presidência, através de seus diretores, já tendo sido estabelecido qual das empresas “fusionadas” seria a mandante, fazia uma grande reunião com todos os funcionários para explicar o roteiro que seria seguido dali por diante.

Sempre! Sempre negavam que fosse haver demissões e, se caso houvesse, seria decorrente do ajuste necessário para caber 2 empresas numa só.

Acontece que este processo era lento – numa das fusões levou-se mais de 1 ano até que decidissem o quadro final.

Hoje, imagino que neste período analisavam o critério “meritocracia”, pois era comum haver dois funcionários ou mais com o mesmo cargo e/ou função.

Mesmo com os grandes investimentos feitos em tecnologia e aquisição de novas patentes, (e isto é caaaro!) Os medicamentos não aumentavam de preço para o consumidor final, além dos aumentos de praxe.

Interessante observar que a indústria farmacêutica, e aqui me permito fazer a relação com a UGF (Universidade Gama Filho), também trabalha com um dos pilares básicos para a dignidade de um povo: Saúde & Educação.

Ora, pois! Que fusão bizonha esta feita pelo GRUPO GALILEU com a UGF e a Univercidade que começa a cobrar dos alunos os ônus dos investimentos que ainda serão feitos? Se é que serão e exatamente no início de um novo ano letivo?

Porque a agilidade nas demissões de professores/mestres/doutores, etc, que não sabiam de absolutamente nada em dezembro – final do ano letivo? Apenas o que a “rádio corredor” comentava.

Para uma coisa bem feita, transparente e, mesmo que causasse dores, seria correto que somente no final do ano letivo de 2012 ocorresse o que está ocorrendo agora, com docentes e discentes previamente informados. O que permitiria cada um procurar seu destino como melhor lhe aprouvesse.

Não sou especialista no assunto. Não acho que nenhum negócio que receba pela venda de seus produtos – seja remédio ou educação tenha que abrir mão de seu principal motivo de existência – o lucro.

Mas sei, com a  certeza e por experiência de trabalho duro em fusões, que quem quer bônus, arca também com o ônus.