outubro 24, 2011

AMOR ÀS PALAVRAS

Falo muito, pra caramba.  Falo com as pedras, se necessário for.  Mais do que falar, gosto de ouvir e ler.  Eu amo as palavras.  Fico "chapada" escutando quem fala bem; discorre legal sobre um assunto sem "hãs" ou "huns" no meio das frases.
E, como não sou modesta, sei que falo bem.  E sabem porque? Sim, tive o privilégio de estudar em boas escolas, mas aprendi mesmo com papai, que, semi analfabeto, lia muito, lia sobre tudo, lia de gibis a compêndios.  O que lhe aparecesse na frente. E consultava o dicionário sempre que não entendia uma palavra e articulava a palavra quantas vezes fosse necessário para que saísse certinha ao falar.
E por amar as palavras, adoro ler.  Se pego um livro interessante, aliás, eu só leio livros interessantes; os merdas, não passo da 3ª página - largo pra lá. 

Os melhores livros que lembro de ter lido até hoje:

Infiel - Biografia de uma negra do interior da África muçulmana, que sem nenhuma oportunidade aparente na vida, apenas movida pela coragem de mudar, torna-se senadora num país europeu. Inesquecível

O Navegante - Morris West - É ficção, mas tão bem elaborada a história do médico que larga tudo para voltar as suas origens aborígene, que emociona e apaixona.

A menina que roubava livros - Ficção - tbem emociona e vida dos alemães que não participavam da loucura de Hitler na 2ª guerra e nada tinham contra os judeus

1808 - Laurentino Gomes - Se a história do país fosse ensinada na escola da forma que o Laurentino nos conta, jamais alguém diria que não gosta da matéria

Flores raras e banalíssimas - Biografia historicamente romanceada da vida de Lota Macedo Soares e o Parque do Flamengo - Elizabeth Bishop foi apenas uma coadjuvante.

Casa Grande & Senzala - Gilberto Freyre - Um trabalho magnífico do sociólogo Gilberto Freyre, que analisa as raças e culturas que formaram o homem brasileiro.

As Brumas de Avalon - Ficção também.  Mas quem resiste a história do Rei Arthur e sua lendária "turma"?

Os Carbonários - 1968 o ano que não acabou - O que é isso companheiro? - Autores diferentes que me contaram, cada um com sua vivência da época e sua forma de escrita como foi o tempo da ditadura brasileira, aquele horror.

Inés de Minha Alma - Em forma de romance lindo, Izabel Allende me contou sobre a colonização chilena.

E tantos outros que esqueço de citar, mas jamais de ler.

Sou meio compulsiva, se só tiver grana para comprar um vestido, compro um livro!  E olha que sou mulher.  Fazer o que?  Sou assim......


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