dezembro 30, 2011

ANO NOVO?

Eu não sou diferente de ninguém, mas não consigo ter esta animação, estas esperanças todas no final de cada ano. Isto, para mim é apenas troca de datas, como de setembro para outubro, passamos novamente de dezembro para janeiro, o que para mim representa ... absolutamente nada.




Como também não consigo entender porque algumas pessoas ficam tão tristes e melancólicas no Natal (comemoração do aniversário de Cristo), e absolutamente em êxtase no ano novo.

Quantas vezes na história o calendário foi modificado? Então quando é mesmo o ANO NOVO?

O tradicional Réveillon comemorado na maioria dos países na passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro é historicamente recente. A primeira comemoração ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a.C. e era conhecida como "Festival de Ano Novo".

Na Babilônia, a festa começava na primavera por ocasião do equinócio, ou seja: no ponto ou momento em que o Sol, ao descrever a eclíptica, corta o equador, fazendo com que os dias sejam iguais às noites.  Hoje, no hemisfério norte é comemorado no inverno e no sul em pleno verão.


No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data em que os espiritualistas comemoram o Ano Novo esotérico).

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o Ano Novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia para a comemoração desta grande festa (753 a.C.).  O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a.C.  Em 1582 a Igreja Católica consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano adotado pela maioria dos países ocidentais, com exceção dos ortodoxos.

Ora bolas, eu não sou persa, fenícia, egípcia, grega nem católica. Juliana nem Gregoriana.

As contas a pagar em 2012 chegam já em 2011. Os compromissos são marcados com meses de antecedência.

Acredito sim, que a vida de todos nós, como a própria mãe terra, tenha ciclos definidos e bem mais amplos que a mera passagem de um dia para o outro.

As vidas não vão mudar num passe de mágica.

Pluft! É Ano Novo! O milagre aconteceu! A medicina descobriu a cura do câncer, a fome acabou no mundo, os árabes pararam de guerrear, os judeus fizeram as pazes com os palestinos, Cuba virou uma democracia, acabou-se a corrupção no Brasil, etc., etc. E eu fiquei rica!

Tendo a acreditar que o dia que cada um de nós nasceu é bem mais importante que o dia 31 de janeiro. É mais pessoal. O dia em que nascemos, viemos ao mundo, para o bem e para o mal.

Por isto tento, sempre que possível, comemorar meu aniversário todos os anos. Agradecer a Deus mais um ano de vida, mais uma oportunidade de estar aqui tentando aprender, desfrutar, descobrir, ensinar.

Mas, definitivamente não consigo nem desejar FELIZ ANO NOVO sem me sentir hipócrita.

Perdoem-me se sou cética, distante da realidade, insensível, ou algo mais... Sou só verdadeira.

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