A cabeça da gente tem razões que nem a razão explica. Como explicar eu não estar animada pro Natal? Tô ficando velha? Tô ficando gagá? Sem paciência? Ou tudo isto junto?
Há tempos atrás, uma m de fazer gosto, uma casa espeluncada, um trabalho danado de chato...e eu, nesta época, toda lépida e faceira, me sentindo o próprio velho Noel.
Tirando leite de pedra pra dar presentinho pra um e outro. Fazendo malabarismo pra fazer uma ceia legal com os poucos quaraminguás que ganhava, tirando tempo do tempo para ter tempo de fazer, andar, comprar, cozinhar, decorar, pesquisar, regatear....
E agora que a vida tá melhor, eu aqui nesta sem-gracice. Correndo léguas de shopping cheio, quilômetros de listinha de amigo oculto (meus amigos quero bem declarados).
Acho que é porque o Natal é no verão e verão é sinônimo de calor e calor e sinônimo de PRAIA!
Quando eu crescer e for presidente, vou decretar o Natal em julho.
Eu posso comemorar o aniversário de Jesus quando eu quiser, já que ninguém sabe a data precisa que ele nasceu, pois o calendário gregoriano, que usamos hoje, foi instituído em 1582, substituindo o calendário juliano, que se usava. A partir daí é que foi instituído o 1 de janeiro como início de cada ano. (Rita tbem é cultura!!)
Quando eu falo que de novo o ano novo não tem nada, dizem que eu sou radical.
Então vamos combinar assim: O Natal vai ser em julho que é frio, as crianças estão de férias e eu não posso ir pra praia!
PRÁ TODOS FELIZ NATAL!!!
Sou uma menina de quarenta e treze anos. Atrevida, abusada e impaciente com muitas frescuras e este blog é para me divertir e, quem sabe, divertir alguem com minha impaciência bem humorada.
dezembro 20, 2007
dezembro 07, 2007
Tem horas que tenho a ousadia de me achar jovem. Audácia mesmo, já de frente para a adolescência da envelhescência e me achando moçoila.
Pois é, achava, até o neto ficar uma semana sozinho comigo.
Caraca! Entendi porque quando a gente nasce os óvulos nascem juntos e aos 40 já estão velhos. O cara lá de cima sabe o que faz.
Uma coisa é passar a noite toda dançando, bebendo, falando besteira com os amigos... No outro dia a gente acorda na hora do almoço.
Outra coisa, muuuiiito diferente é acordar... acordar não é bem o termo. O certo seria apear, do colchão direto na cozinha, sem escala nem conexão, pra fazer mais uma mamadeira – ÁS CINCO DA MADRUGADA! E daí, emendar com papinha, banho, brincadeirinha, mamadeira de novo, etc, etc,
Não sei porque nós mulheres não fazemos iguais aos outros mamíferos. Na próxima geração eu nasço URSA, juro! Passa a gravidez toda dormindo, não vai a porra de obstetra nenhum, amamenta durante um ano e meio e depois....Tchau, vão à luta companheiros! Safem-se! E seus bebezinhos, naquele ambiente inóspito em que vivem, SE SAFAM!
Pensando melhor, na próxima geração, nasço homem. Pai é uma maravilha, avô melhor ainda. Passa pelo netinho amado, faz bilu bilu tetéia e tchau.
Pensando melhor ainda, nasço é mulher e rica. Falei rica, de muuiiitos reais, euros, dólares. Não quero classe média, não!
Babás e enfermeiras especializadas para cada filho. Só quero vê-los limpinhos, cheirosinhos e alimentados. Netos idem. Aí é festa!
Pois é, achava, até o neto ficar uma semana sozinho comigo.
Caraca! Entendi porque quando a gente nasce os óvulos nascem juntos e aos 40 já estão velhos. O cara lá de cima sabe o que faz.
Uma coisa é passar a noite toda dançando, bebendo, falando besteira com os amigos... No outro dia a gente acorda na hora do almoço.
Outra coisa, muuuiiito diferente é acordar... acordar não é bem o termo. O certo seria apear, do colchão direto na cozinha, sem escala nem conexão, pra fazer mais uma mamadeira – ÁS CINCO DA MADRUGADA! E daí, emendar com papinha, banho, brincadeirinha, mamadeira de novo, etc, etc,
Não sei porque nós mulheres não fazemos iguais aos outros mamíferos. Na próxima geração eu nasço URSA, juro! Passa a gravidez toda dormindo, não vai a porra de obstetra nenhum, amamenta durante um ano e meio e depois....Tchau, vão à luta companheiros! Safem-se! E seus bebezinhos, naquele ambiente inóspito em que vivem, SE SAFAM!
Pensando melhor, na próxima geração, nasço homem. Pai é uma maravilha, avô melhor ainda. Passa pelo netinho amado, faz bilu bilu tetéia e tchau.
Pensando melhor ainda, nasço é mulher e rica. Falei rica, de muuiiitos reais, euros, dólares. Não quero classe média, não!
Babás e enfermeiras especializadas para cada filho. Só quero vê-los limpinhos, cheirosinhos e alimentados. Netos idem. Aí é festa!
novembro 26, 2007
VAI CASAR?
Deveria ser proibido casar na igreja católica (a única onde o cara que faz você prometer e jurar uma porrada de coisas idiotas, não pode casar).
O padre, por falta de vivência, te faz um montão de perguntas puramente filosóficas, tipo “promete ser fiel na riqueza e na pobreza?” Que riqueza, se tava casando com pobre? Se ele ficar rico, vai ser boba de largar? Aliás, ser fiel na riqueza é mole, quero ver dividir merreca a vida toda sem dar uma puladinha de cerca com aquele gatão lindão e ainda cheio da grana que você conheceu na infância.
Promete ser fiel na saúde e na doença?” Aí seu padre, vai me desculpar, mas tem doença que não dá para levar... imagine se o cara brochar e, em sendo pobre, não tiver grana pro Viagra. Como é que fica?......
Ainda bem que entre todas as promessas não está a de lavar, passar, cozinhar, limpar cocô de neném, varrer, escovar, quetais e afins. Você não prometeu, mais vai ter que cumprir...
Meninas, não se iludam. O pacote que você pega na igreja (aliás, se for esperta, já deu uns “pegas” antes), não é só aquele moreno alto, lindo e sensual que está lá, de terno alugado, gravata emprestada e sapato lustrando.
O pacote é imenso e acaba assim que você chega da lua de mel – se é que teve. No outro dia já vai ter que encostar sua barriguinha, ainda tanquinho, no tancão, no fogão, na tábua de passar, etc
Vai, de uma hora pra outra, virar mulher multimídia (o novo apelido da Amélia). Faixineira, lavadeira, passadeira, cozinheira, compradora, economista.. Ah, e não deixe de estar magra, cheirosa, pele acetinada, unhas impecáveis, escovada... E depois que os bebês chegarem vai acumular, com um sorrisão na cara, babá, motorista, psicóloga, etc, etc
Nada contra o casamento, desde que o eleito seja bonito, inteligente, bem humorado, jovem, fiel, muito rico e...fundamental...HETERO! Aí, minhas queridas, se o casamento não der certo, com certeza a culpa é sua!
É claro que sou uma excelente dona-de-casa. Sempre que me separo fico com a casa! (Mae West, atriz americana, casada por várias vezes)
nota cheia de veneno: Vcs viram a imagem da Daniela Sarayba correndo na Lagoa? Queéaquilo? Tô feliz prá caraca, temos a mesma quantidade de celulite! Tô liberada pra andar de mini saia!!!
O padre, por falta de vivência, te faz um montão de perguntas puramente filosóficas, tipo “promete ser fiel na riqueza e na pobreza?” Que riqueza, se tava casando com pobre? Se ele ficar rico, vai ser boba de largar? Aliás, ser fiel na riqueza é mole, quero ver dividir merreca a vida toda sem dar uma puladinha de cerca com aquele gatão lindão e ainda cheio da grana que você conheceu na infância.
Promete ser fiel na saúde e na doença?” Aí seu padre, vai me desculpar, mas tem doença que não dá para levar... imagine se o cara brochar e, em sendo pobre, não tiver grana pro Viagra. Como é que fica?......
Ainda bem que entre todas as promessas não está a de lavar, passar, cozinhar, limpar cocô de neném, varrer, escovar, quetais e afins. Você não prometeu, mais vai ter que cumprir...
Meninas, não se iludam. O pacote que você pega na igreja (aliás, se for esperta, já deu uns “pegas” antes), não é só aquele moreno alto, lindo e sensual que está lá, de terno alugado, gravata emprestada e sapato lustrando.
O pacote é imenso e acaba assim que você chega da lua de mel – se é que teve. No outro dia já vai ter que encostar sua barriguinha, ainda tanquinho, no tancão, no fogão, na tábua de passar, etc
Vai, de uma hora pra outra, virar mulher multimídia (o novo apelido da Amélia). Faixineira, lavadeira, passadeira, cozinheira, compradora, economista.. Ah, e não deixe de estar magra, cheirosa, pele acetinada, unhas impecáveis, escovada... E depois que os bebês chegarem vai acumular, com um sorrisão na cara, babá, motorista, psicóloga, etc, etc
Nada contra o casamento, desde que o eleito seja bonito, inteligente, bem humorado, jovem, fiel, muito rico e...fundamental...HETERO! Aí, minhas queridas, se o casamento não der certo, com certeza a culpa é sua!
É claro que sou uma excelente dona-de-casa. Sempre que me separo fico com a casa! (Mae West, atriz americana, casada por várias vezes)
nota cheia de veneno: Vcs viram a imagem da Daniela Sarayba correndo na Lagoa? Queéaquilo? Tô feliz prá caraca, temos a mesma quantidade de celulite! Tô liberada pra andar de mini saia!!!
novembro 21, 2007
Eu quero .....
Decidi que quero comprar uma pick-up importada, blindada, com pára-choque em ouro maciço para dar um role por aí;
Quero um montão de seguranças saradões, me seguindo, carregando minhas sacolas e me fazendo toooodas as vontades;
Só vou comprar roupas na Daslu, para tomar chope, aliás, chope não, champagne francês com os amigos; pensando bem, vou tomar champagne no café da manhã, eu amo champagne!
Quero uma casa de trocentos quartos e milhentos banheiros, com copeiro, cozinheiro, jardineiro e festeiro, para fazer dela um clube, onde só virão os amigos e os amigos dos amigos, sem pagar. Faremos festas memoráveis que durarão uma semana. Ah! Também quero um apartamentaço de frente pro Rio Sena, em Paris, além de uma quinta em Portugal e um chalé na Suíça;
Vou usar um Rolex em cada braço, mesmo sem ter que me preocupar com horários;
Quero um jatinho pra ir à praia particular, claro;
Quero usar dez anéis de brilhantes em cada dedo;
Quero um iate em Ibiza, outro em Mônaco e um barquinho de 100 pés para passear em Angra dos Reis;
Quero tomar café da manhã com caviar e almoçar trufas brancas do Norte da Itália;
Vou contratar o Pitangui em tempo integral. Encolheu...estica! Caiu...levanta! Tá pequeno...Aumenta! Tá grande...Tira;
Vou acordar magra, alta, escovada, sem olheiras - linda prá foto na Caras, Bundas, etc;
No meu closet terão quatrocentos e tantos pares de sapatos, sandálias, que tais e afins;
Ah! E depois disto tudo, necessito urgentemente que alguém me indique em qual loja de grife eu posso comprar a imortalidade. Pago qualquer preço, sem regatear.
Nenhuma escola melhor que a vida; nenhum professor melhor que o erro; nenhum aluno pior do que eu!
Quero um montão de seguranças saradões, me seguindo, carregando minhas sacolas e me fazendo toooodas as vontades;
Só vou comprar roupas na Daslu, para tomar chope, aliás, chope não, champagne francês com os amigos; pensando bem, vou tomar champagne no café da manhã, eu amo champagne!
Quero uma casa de trocentos quartos e milhentos banheiros, com copeiro, cozinheiro, jardineiro e festeiro, para fazer dela um clube, onde só virão os amigos e os amigos dos amigos, sem pagar. Faremos festas memoráveis que durarão uma semana. Ah! Também quero um apartamentaço de frente pro Rio Sena, em Paris, além de uma quinta em Portugal e um chalé na Suíça;
Vou usar um Rolex em cada braço, mesmo sem ter que me preocupar com horários;
Quero um jatinho pra ir à praia particular, claro;
Quero usar dez anéis de brilhantes em cada dedo;
Quero um iate em Ibiza, outro em Mônaco e um barquinho de 100 pés para passear em Angra dos Reis;
Quero tomar café da manhã com caviar e almoçar trufas brancas do Norte da Itália;
Vou contratar o Pitangui em tempo integral. Encolheu...estica! Caiu...levanta! Tá pequeno...Aumenta! Tá grande...Tira;
Vou acordar magra, alta, escovada, sem olheiras - linda prá foto na Caras, Bundas, etc;
No meu closet terão quatrocentos e tantos pares de sapatos, sandálias, que tais e afins;
Ah! E depois disto tudo, necessito urgentemente que alguém me indique em qual loja de grife eu posso comprar a imortalidade. Pago qualquer preço, sem regatear.
Nenhuma escola melhor que a vida; nenhum professor melhor que o erro; nenhum aluno pior do que eu!
novembro 13, 2007
QUERO, PRECISO SER MAGRA.
Tenho que esquecer o excesso de informação sobre o que engorda e que faz mal. ! Me dá ânsia de comer um pacote inteiro de fandangos com coca cola e brigadeiro de sobremesa só de ouvir. Vou processar a Nestlé por fazer uma coisa tão essencial, deliciosa e engordativa como o leite condensado.
Prometo jogar fora tudo que está na geladeira. Deixar só água, alface..(será que tomate pode?). Aliás, pensando melhor, vou mudar minha rota pra nunca mais passar em porta de supermercado. Padaria, então, com aquele maldito cheiro de pão quentinho, vou dar a volta no quarteirão para não sentir. Também vou sair de casa entre as 10 e 12 horas, horário que estas malditas vizinhas fazem o almoço.
Nunca mais vou comer em restaurantes, nem que sejam vegetarianos. Toda vez que for convidada para uma festa de aniversário, tomar uns dois calmantes para dormir cedo e não cair na tentação de ir.
Não vou ler revistas nem ver tv, porque as reportagens falam das magérrimas, mas só anunciam danoninho, biscoitos, maioneses, refri, cervejas...essas coisas horrorosas.
Vou me internar num mosteiro ou então viajar pro sertão da Paraíba sem levar um real na carteira. Sobreviver só com o que os nativos comem lá durante 1 ano, aí acho que até farinha pode.
Não quero que nenhum especialista me explique porque os coelhos comem feito uns loucos e são magrinhos e porque a baleia só come peixe, nada o dia inteiro e é motivo para o meu apelido atual.
Se eu não emagrecer, pelo menos serei internada num manicômio e aí, tanto faz se estiver gorda ou não.
Prometo jogar fora tudo que está na geladeira. Deixar só água, alface..(será que tomate pode?). Aliás, pensando melhor, vou mudar minha rota pra nunca mais passar em porta de supermercado. Padaria, então, com aquele maldito cheiro de pão quentinho, vou dar a volta no quarteirão para não sentir. Também vou sair de casa entre as 10 e 12 horas, horário que estas malditas vizinhas fazem o almoço.
Nunca mais vou comer em restaurantes, nem que sejam vegetarianos. Toda vez que for convidada para uma festa de aniversário, tomar uns dois calmantes para dormir cedo e não cair na tentação de ir.
Não vou ler revistas nem ver tv, porque as reportagens falam das magérrimas, mas só anunciam danoninho, biscoitos, maioneses, refri, cervejas...essas coisas horrorosas.
Vou me internar num mosteiro ou então viajar pro sertão da Paraíba sem levar um real na carteira. Sobreviver só com o que os nativos comem lá durante 1 ano, aí acho que até farinha pode.
Não quero que nenhum especialista me explique porque os coelhos comem feito uns loucos e são magrinhos e porque a baleia só come peixe, nada o dia inteiro e é motivo para o meu apelido atual.
Se eu não emagrecer, pelo menos serei internada num manicômio e aí, tanto faz se estiver gorda ou não.
novembro 12, 2007
COMO EU GOSTO....
Como eu gosto de gente que gosta de gente.
De substituir o cobertor pela conchinha.
De cerveja gelada no verão e de vinho quente no inverno.
De salto alto e de chinelinho rasteiro.
De comer salada pra emagrecer e feijoada por prazer.
De viajar de carro sem pressa de chegar, viajar por viajar, conhecendo cada cidadezinha que nunca nem se ouviu falar.
De roça, praia e serra.
De ter dinheiro para comprar presentes prá quem eu gosto, sem obrigação de datas e comemorações.
De ter amigos que ficam séculos sem me ver, ligar ou mandar um email, mas que sei que são meus amigões do peito e do corpo todo.
De ter um marido rabujento, meio desligado, mas amigão, companheiro, parceiro de todas as horas, gostoso e cheiroso.
Sonhar, sonhar e sonhar com minha casa no Recreio, minha casinha na serra com cachorros, plantas e pé de manacá.
Ser sorteada e ganhar qualquer coisa, qualquer mesmo, só pelo prazer de ter tido a sorte.
Ouvir música, qualquer hora do dia, em qualquer situação e lugar e dormir com uma delas na minha cabeça.
Ter a prentensão de achar que sou premiada por Deus.
De não ter ninguem me obrigando a dormir por que tenho que acordar cedo prá trabalhar. De dormir cedo porque no outro dia tenho que viajar.
De arrumar e desarrumar mala.
De chorar de rir de piadas, situações, gente engraçada e, principalmente, de mim mesma.
De comer pizza sábado de tarde, em casa, com as mãos.
De passear no bosque, principalmente aqueles que tem lobo mau.
De ser feliz e querer que todos o seja.
Pensamento da semana: Se você sorri eu do risada com você, se você chora eu choro com você, se você se joga de baixo de um ônibus vou sentir sua falta
De substituir o cobertor pela conchinha.
De cerveja gelada no verão e de vinho quente no inverno.
De salto alto e de chinelinho rasteiro.
De comer salada pra emagrecer e feijoada por prazer.
De viajar de carro sem pressa de chegar, viajar por viajar, conhecendo cada cidadezinha que nunca nem se ouviu falar.
De roça, praia e serra.
De ter dinheiro para comprar presentes prá quem eu gosto, sem obrigação de datas e comemorações.
De ter amigos que ficam séculos sem me ver, ligar ou mandar um email, mas que sei que são meus amigões do peito e do corpo todo.
De ter um marido rabujento, meio desligado, mas amigão, companheiro, parceiro de todas as horas, gostoso e cheiroso.
Sonhar, sonhar e sonhar com minha casa no Recreio, minha casinha na serra com cachorros, plantas e pé de manacá.
Ser sorteada e ganhar qualquer coisa, qualquer mesmo, só pelo prazer de ter tido a sorte.
Ouvir música, qualquer hora do dia, em qualquer situação e lugar e dormir com uma delas na minha cabeça.
Ter a prentensão de achar que sou premiada por Deus.
De não ter ninguem me obrigando a dormir por que tenho que acordar cedo prá trabalhar. De dormir cedo porque no outro dia tenho que viajar.
De arrumar e desarrumar mala.
De chorar de rir de piadas, situações, gente engraçada e, principalmente, de mim mesma.
De comer pizza sábado de tarde, em casa, com as mãos.
De passear no bosque, principalmente aqueles que tem lobo mau.
De ser feliz e querer que todos o seja.
Pensamento da semana: Se você sorri eu do risada com você, se você chora eu choro com você, se você se joga de baixo de um ônibus vou sentir sua falta
novembro 11, 2007
Pobre menina classe pobre
Ontem, vendo uma reportagem na tv, me surgiu uma dúvida: a que classe social pertenço?
Quando menina, me lembro, ou se era rico, pobre ou remediado, sem saber bem, hoje, quem ficava onde. Meu pai tinha carro. Na rua onde morávamos era o único. Mas na mesma rua tinham casas lindíssimas e a nossa era bem simples; então para mim, as meninas que moravam naquelas casas eram remediadas, eu era pobre. Nós estudávamos na melhor escola do bairro (cara até hoje), então para as meninas que eu tinha como ricas, as ricas éramos nós. E vivíamos todas muito bem, brincando juntas, dividindo brigas, brinquedos e biscoitos.
Hoje é uma divisão de A a Z de classes sociais. Pesquisei e não gostei do resultado. Estamos inseridos na classe B2, logo abaixo da B1, que fica abaixo da A1 e A2. Como sou pobre, não de marré-marré-marré de si, não quero nem imaginar como fica quem pertence a classe Z2.
Pois bem, minha indignação vem do fato de jornais e revistas desta semana estarem alardeando que um "bando" de jovens da classe média do Rio de Janeiro foram presos como traficantes de drogas. Que droga! Primeiro, usar e traficar drogas não é, nunca foi e nunca será privilégio de nenhuma casta. Ou jornalistas, especialistas, analistas e mais istas acham mesmo, de verdade, que quem faz a alegria e riqueza dos traficantes é a classe abaixo da D1, 2?
O que os mais ricos tem é a facilidade de não morar no morro ou na favela, onde todo mundo sabe da vida de todos. Então todo mundo conhece o traficante, o mula, o usuário, etc... que não entendo muito dos apelidos desse povo.
No asfalto não. Ninguem presta, ou finge não prestar, atenção a vida do outro. Vizinhos não se falam nem no elevador. Se não tiver criança na casa, então, porque criança interage até com o cachorro do zelador (sem trocadilhos), moram anos no mesmo lugar e só se conhecem de vista.
Aí fica mole, o molequinho fumar um baseado na varanda, o "bodum" se espalhar pelo prédio e todo mundo fingir que não tá sentindo, inclusive os pais do guri.
O zelador encontrar um montão de seringas na lixeira e achar que tem alguem doente no edifício. (Ai dele que ache outra coisa, que será despedido sumariamente).
Pois é, a quantidade de carrões importandos que vejo, da janela do meu prédio, entrando na favela, principalmente às sextas feiras a noite é impressionante. Como sou tolinha, ingênua e antiga, acho que vão lá para comprar cerveja.
Fico pensando porque é que a polícia nunca está lá nestas horas? Porque se estiver não vai acontecer nadica de nada. São todos filhotes de pais "sabe com quem está falando"?, que caso algum pm desavidado e desantenado pergunte alguma coisa, o advogado caro e bem conceituado, já estará na delegacia, de plantão, para livrar o pobre menino, tranquilo, estudante universitário do flagra.
Aliás, fica a pergunta: Como a polícia conseguiu a prisão destes meninos e meninas? Ficarão presos? Se ficarem, por quanto tempo? Quantos policiais envolvidos na sindicância e prisão, serão transferidos lá prás bandas dos confins, antes do processo contra estes menino(a)s ao menos começar?
E os atores e atrizes, artistas em geral, que a maioria é usuária? (hoje é até moda darem declarações tipo: "parei com as drogas"), compra de quem? Onde? Na favela é que não é, com certeza e sem medo de errar.
Mais uma vez, a vovó pede: prestem atenção nos seus filhotes, dêem exemplos, conversem, procurem saber, cutuquem, bisbilhotem. Pode ser antigo prá caramba, mas educar bem dá um trabalho danado, mas compensa!
Quando menina, me lembro, ou se era rico, pobre ou remediado, sem saber bem, hoje, quem ficava onde. Meu pai tinha carro. Na rua onde morávamos era o único. Mas na mesma rua tinham casas lindíssimas e a nossa era bem simples; então para mim, as meninas que moravam naquelas casas eram remediadas, eu era pobre. Nós estudávamos na melhor escola do bairro (cara até hoje), então para as meninas que eu tinha como ricas, as ricas éramos nós. E vivíamos todas muito bem, brincando juntas, dividindo brigas, brinquedos e biscoitos.
Hoje é uma divisão de A a Z de classes sociais. Pesquisei e não gostei do resultado. Estamos inseridos na classe B2, logo abaixo da B1, que fica abaixo da A1 e A2. Como sou pobre, não de marré-marré-marré de si, não quero nem imaginar como fica quem pertence a classe Z2.
Pois bem, minha indignação vem do fato de jornais e revistas desta semana estarem alardeando que um "bando" de jovens da classe média do Rio de Janeiro foram presos como traficantes de drogas. Que droga! Primeiro, usar e traficar drogas não é, nunca foi e nunca será privilégio de nenhuma casta. Ou jornalistas, especialistas, analistas e mais istas acham mesmo, de verdade, que quem faz a alegria e riqueza dos traficantes é a classe abaixo da D1, 2?
O que os mais ricos tem é a facilidade de não morar no morro ou na favela, onde todo mundo sabe da vida de todos. Então todo mundo conhece o traficante, o mula, o usuário, etc... que não entendo muito dos apelidos desse povo.
No asfalto não. Ninguem presta, ou finge não prestar, atenção a vida do outro. Vizinhos não se falam nem no elevador. Se não tiver criança na casa, então, porque criança interage até com o cachorro do zelador (sem trocadilhos), moram anos no mesmo lugar e só se conhecem de vista.
Aí fica mole, o molequinho fumar um baseado na varanda, o "bodum" se espalhar pelo prédio e todo mundo fingir que não tá sentindo, inclusive os pais do guri.
O zelador encontrar um montão de seringas na lixeira e achar que tem alguem doente no edifício. (Ai dele que ache outra coisa, que será despedido sumariamente).
Pois é, a quantidade de carrões importandos que vejo, da janela do meu prédio, entrando na favela, principalmente às sextas feiras a noite é impressionante. Como sou tolinha, ingênua e antiga, acho que vão lá para comprar cerveja.
Fico pensando porque é que a polícia nunca está lá nestas horas? Porque se estiver não vai acontecer nadica de nada. São todos filhotes de pais "sabe com quem está falando"?, que caso algum pm desavidado e desantenado pergunte alguma coisa, o advogado caro e bem conceituado, já estará na delegacia, de plantão, para livrar o pobre menino, tranquilo, estudante universitário do flagra.
Aliás, fica a pergunta: Como a polícia conseguiu a prisão destes meninos e meninas? Ficarão presos? Se ficarem, por quanto tempo? Quantos policiais envolvidos na sindicância e prisão, serão transferidos lá prás bandas dos confins, antes do processo contra estes menino(a)s ao menos começar?
E os atores e atrizes, artistas em geral, que a maioria é usuária? (hoje é até moda darem declarações tipo: "parei com as drogas"), compra de quem? Onde? Na favela é que não é, com certeza e sem medo de errar.
Mais uma vez, a vovó pede: prestem atenção nos seus filhotes, dêem exemplos, conversem, procurem saber, cutuquem, bisbilhotem. Pode ser antigo prá caramba, mas educar bem dá um trabalho danado, mas compensa!
novembro 07, 2007
Taí, eu sou uma bobona mesmo. Querendo comprar bilhete fácil pela BRA e deu no que deu. Acabou, moorrrreeuuu.
Eu bem que tava quietinha no meu canto, sem fazer mais festas na garagem, só ouvindo meu som aos berros (fazer o quê, se é assim que eu gosto, a casa é minha, o som é meu e os tímpanos também e eu gosto prá caraca de música beeemmmm alta)?
Pois bem, lá vem o sacana deste síndico de novo me encher o saquinho. Este cara tá pedindo uma surra de toalha molhada! Agora é porque o condomínio (leia-se, entenda-se - ele, o síndico), não permite mais de um carro na garagem por apartamento. Vem o safardana me dizer que os outros vizinhos estão incomodados. Que vizinhos que nada! aqui no prédio tem vaga prá guardar todos os ônibus da 1001 e só tem 3 carros, (um deles, se eu considerar calhambeque, é muito, nem o guincho consegue tirar aquilo do lugar). Sobra vaga. O f.d.p é tão covarde que usa o nome dos outros prá dar os recadinhos dele.
Primeiro mandou uma carta pelo zelador que não recebi; depois veio falar comigo, que chamei-o de mala e não dei ouvidos. Agora colocou na caixa do correio uma, pasmem! advertência! Caraca, tô me borrando de medo de na terceira advertência ser expulsa da escola, ops...do prédio.
Que que eu posso fazer se Deus me deu muuuiiittooos anos de trabalho, muita saúde, paz, alegria e prazer de viver, um marido maravilhoso e dois filhos linderrréeesimos e agora, depois de muito tempo, posso ter dois carros novos na garagem? Tudo bem que um é da minha filha, mas nem sob 7 palmos de terra, o imbecil vai saber disto.
Aliás, como diz a filósofa Neidinha (minha querida e amada irmã), nós damos muito trabalho prá o f.d.p, Fizemos festas memoráveis, cheias de gente bonita e alegre, comida, bebida e som de primeiríssima, numa merda dum prédio que não se ouve nem "parabéns prá você" de criança. Recebemos visita de gente alegre, que ri, fala alto. Marido viaja por quatro meses e o f.d.p acha que sumiu. Aí volta o marido, a filha, que sumiu faz mais tempo ainda, (trabalha em Brasília)com um bebezinho. Será filho do marido sumido? Da filha? Adotado?
É. O f.d.p tem que pensar muito, dar trabalho prá cachola prá tentar entender esta casa de bamba.
Logo, o pensamento do dia só pode ser: A INJEVA É UMA MERDA.
Eu bem que tava quietinha no meu canto, sem fazer mais festas na garagem, só ouvindo meu som aos berros (fazer o quê, se é assim que eu gosto, a casa é minha, o som é meu e os tímpanos também e eu gosto prá caraca de música beeemmmm alta)?
Pois bem, lá vem o sacana deste síndico de novo me encher o saquinho. Este cara tá pedindo uma surra de toalha molhada! Agora é porque o condomínio (leia-se, entenda-se - ele, o síndico), não permite mais de um carro na garagem por apartamento. Vem o safardana me dizer que os outros vizinhos estão incomodados. Que vizinhos que nada! aqui no prédio tem vaga prá guardar todos os ônibus da 1001 e só tem 3 carros, (um deles, se eu considerar calhambeque, é muito, nem o guincho consegue tirar aquilo do lugar). Sobra vaga. O f.d.p é tão covarde que usa o nome dos outros prá dar os recadinhos dele.
Primeiro mandou uma carta pelo zelador que não recebi; depois veio falar comigo, que chamei-o de mala e não dei ouvidos. Agora colocou na caixa do correio uma, pasmem! advertência! Caraca, tô me borrando de medo de na terceira advertência ser expulsa da escola, ops...do prédio.
Que que eu posso fazer se Deus me deu muuuiiittooos anos de trabalho, muita saúde, paz, alegria e prazer de viver, um marido maravilhoso e dois filhos linderrréeesimos e agora, depois de muito tempo, posso ter dois carros novos na garagem? Tudo bem que um é da minha filha, mas nem sob 7 palmos de terra, o imbecil vai saber disto.
Aliás, como diz a filósofa Neidinha (minha querida e amada irmã), nós damos muito trabalho prá o f.d.p, Fizemos festas memoráveis, cheias de gente bonita e alegre, comida, bebida e som de primeiríssima, numa merda dum prédio que não se ouve nem "parabéns prá você" de criança. Recebemos visita de gente alegre, que ri, fala alto. Marido viaja por quatro meses e o f.d.p acha que sumiu. Aí volta o marido, a filha, que sumiu faz mais tempo ainda, (trabalha em Brasília)com um bebezinho. Será filho do marido sumido? Da filha? Adotado?
É. O f.d.p tem que pensar muito, dar trabalho prá cachola prá tentar entender esta casa de bamba.
Logo, o pensamento do dia só pode ser: A INJEVA É UMA MERDA.
novembro 06, 2007
COISAS QUE EU ODEIOOOOO
Coisas que eu detesto - Parte I
1. Gente mala, em qualquer categoria: maleta, valise, malão. Não dá prá segurar.
a. Aquele conhecido que quando te encontra adora falar de doença, de violência, de desgraça, quetais e afins.
b. O intrometido - Vive perguntando e jogando indiretas prá saber da sua vida, sem ter a menor intimidade com você.
c. O detalhista. Leva duas horas prá contar um caso sem a menor importância (prá você e prá ele), mas faz questão de dar mil e um detalhes, também sem a menor importância ou relevância.
d. O fofoqueiro - quando você pergunta por algum conhecido, vai logo contando alguma furada do pobre.
e. Gente que fala alto - principalmente em lugares públicos, prá atrair não sua atenção, mas de todos os passantes.
f. O desinformado - nunca sabe nada de coisa alguma.
Como vocês podem ver, hoje eu não tô com muita paciência. Será porque tive que aturar um montão destes aí de cima?
Se uma pessoa te enganar ela merece uma surra, se esta mesma pessoa voltar a te enganar quem merece a surra é você. (provérbio chinês)
1. Gente mala, em qualquer categoria: maleta, valise, malão. Não dá prá segurar.
a. Aquele conhecido que quando te encontra adora falar de doença, de violência, de desgraça, quetais e afins.
b. O intrometido - Vive perguntando e jogando indiretas prá saber da sua vida, sem ter a menor intimidade com você.
c. O detalhista. Leva duas horas prá contar um caso sem a menor importância (prá você e prá ele), mas faz questão de dar mil e um detalhes, também sem a menor importância ou relevância.
d. O fofoqueiro - quando você pergunta por algum conhecido, vai logo contando alguma furada do pobre.
e. Gente que fala alto - principalmente em lugares públicos, prá atrair não sua atenção, mas de todos os passantes.
f. O desinformado - nunca sabe nada de coisa alguma.
Como vocês podem ver, hoje eu não tô com muita paciência. Será porque tive que aturar um montão destes aí de cima?
Se uma pessoa te enganar ela merece uma surra, se esta mesma pessoa voltar a te enganar quem merece a surra é você. (provérbio chinês)
novembro 05, 2007
VAI DE ÔNIBUS!
Tá com pressa? Quer chegar na hora? Vai de ônibus, meu amor. As empresas rodoviárias estão comendo mosca. Um pouquinho de marketing, um lanchinho gostoso "de grátis" - barra de cereal não vale... um cafezinho e, pronto! Muita gente iria pensar duas vezes antes de penar feito um cachorro sarnento nos aeroportos do Min. Nelson Jobim.
Comecei penando prá comprar um bilhete. No site constava um "preço promocional" (promocional é o cacete, duzentos e poucos contos por uma viagenzinha de 70 min!!). Bom, neste precinho de merreca, prá pobre, não dava prá comprar pelo site, só na loja. Lá vai a idiota aqui pro aeroporto. Aliás, quando lá cheguei, achei que tinha dormido no caminho e estava na Rodoviária de Quezona do Sul, tal a confusão, salseiro mesmo, dos bons.
Aos trancos e barrancos, muitos trancos, porque a estação (ops!) aeroporto tinha mais gente do que na festa do Círio de Nazaré. Enfim, cheguei na bendita loja. Ah ha! Ninguem prá atender, fechadinha, luzinha apagada...bom deve haver alguem prá me informar. Balcão de informações, claro! Onde? Existe? Procurei, mas não achei ninguem prá me informar do dito cujo. Meia hora depois, encontrei o balcão da Infraero... solícitos, educados, os funcionários me informaram que a tal empresa só funciona quando tem algum vôo para chegar ou sair e naquele dia só à noite.
Sou brasileira, sou teimosa, não posso desistir! Voltei prá casa e liguei para a bendita cia... - sra, não vendemos bilhetes por telefone, só pelo site ou nas lojas.
- Que site, minha querida, que loja, meu amor? Sabem aquela musiquinha, perfeita prá estas horas? "vai tomar no.....". Não cantei, juro, tento continuar educada na hora do despero.
Depois de muita peleja, suor e cerveja, consegui comprar o maldito bilhete pelo site. Claro, bem mais que o "precinho promocional". Mas, juro, da próxima vez, chamo o Jobim.
Obs.: O vôo atrasou quatro horas e, desta vez, nem barrinha de cereal.
Beijos e bom vôos.
Comecei penando prá comprar um bilhete. No site constava um "preço promocional" (promocional é o cacete, duzentos e poucos contos por uma viagenzinha de 70 min!!). Bom, neste precinho de merreca, prá pobre, não dava prá comprar pelo site, só na loja. Lá vai a idiota aqui pro aeroporto. Aliás, quando lá cheguei, achei que tinha dormido no caminho e estava na Rodoviária de Quezona do Sul, tal a confusão, salseiro mesmo, dos bons.
Aos trancos e barrancos, muitos trancos, porque a estação (ops!) aeroporto tinha mais gente do que na festa do Círio de Nazaré. Enfim, cheguei na bendita loja. Ah ha! Ninguem prá atender, fechadinha, luzinha apagada...bom deve haver alguem prá me informar. Balcão de informações, claro! Onde? Existe? Procurei, mas não achei ninguem prá me informar do dito cujo. Meia hora depois, encontrei o balcão da Infraero... solícitos, educados, os funcionários me informaram que a tal empresa só funciona quando tem algum vôo para chegar ou sair e naquele dia só à noite.
Sou brasileira, sou teimosa, não posso desistir! Voltei prá casa e liguei para a bendita cia... - sra, não vendemos bilhetes por telefone, só pelo site ou nas lojas.
- Que site, minha querida, que loja, meu amor? Sabem aquela musiquinha, perfeita prá estas horas? "vai tomar no.....". Não cantei, juro, tento continuar educada na hora do despero.
Depois de muita peleja, suor e cerveja, consegui comprar o maldito bilhete pelo site. Claro, bem mais que o "precinho promocional". Mas, juro, da próxima vez, chamo o Jobim.
Obs.: O vôo atrasou quatro horas e, desta vez, nem barrinha de cereal.
Beijos e bom vôos.
novembro 01, 2007
Cai na real mamãe!
Acho que tô ficando velha. De vez em quando uma "rave" dá panos prá manga da polícia...do pessoal que foi...dos pais deste pessoal... dá até morte! Que tipo de diversão é esta? Música aquilo não é. Tá certo, sou preconceituosa sim, tô ultrapassada, mas chamar aquilo de música! Nem se me virarem do avesso!
Nunca fui, mas há uns tempos, lá pras bandas do Pontão (o único lugar decente de Brasília), tava acabando de acabar uma destas, não tinha mais ninguem, só o barulho infernal (e olha que eu estava do outro lado do Paranoá, que é quase um Amazonas de largura)! E ninguem conseguia conversar, era um tum, tum, tum, tum, sem ritmo, sem letra, sem nada de nadica. Pelo que me contaram, tinha começado no dia anterior as 10 da matina e tava terminando aquela hora, meio dia do outro dia.
Aí, os pobres papaizinhos e mamãezinhas de hoje, tão ingênuos tadinhos, tão inocentes pobrezinhos... acham que o filhotinho vai pra rave só prá dançar, se divertir. Tomem tento!
Vocês estavam onde nas últimas décadas? Não curtiram discoteca? Nunca entraram numa danceteria? Não lêem jornal, revista, internet? Não foram ao Rock in Rio? Ñão passaram carnaval em Cabo Frio ou em Salvador?
Não se tocam que, de "cara limpa", nenhum filho de Deus consegue dançar (ou melhor - pular), 24 horas ou mais?
Nos anos 70 já era um frege, uma dificuldade recusar uma "bolinha só prá ficar acordada" - não obrigada, eu fico acordada com minha própria animação. Mas, por mais que a gente agitasse, armasse, tinha um tempinho que a gente tinha que "dar um tempo" entre um agito e outro. Se o programa fosse carnaval em Cabo Frio, a gente tirava um tempinho prá tirar um cochilo e ficar no ar das seis da tarde até o outro dia as 10 da manhã.
Tinha o pessoal que era "chegado"...não dormia nunca. Um dia encontrei um deles desmaiado, torrando os miolos em plena praia do Forte às duas da tarde, curtiu o resto do carnaval na cama de um hospital se hidratando.
Então papais e mamães, vamos lembrar do tempo que éramos nós que agitávamos e vamos ficar mais atentos? Pelo menos prá depois não dar uma de otário, coisa que eu sei que vocês não são!
Nunca fui, mas há uns tempos, lá pras bandas do Pontão (o único lugar decente de Brasília), tava acabando de acabar uma destas, não tinha mais ninguem, só o barulho infernal (e olha que eu estava do outro lado do Paranoá, que é quase um Amazonas de largura)! E ninguem conseguia conversar, era um tum, tum, tum, tum, sem ritmo, sem letra, sem nada de nadica. Pelo que me contaram, tinha começado no dia anterior as 10 da matina e tava terminando aquela hora, meio dia do outro dia.
Aí, os pobres papaizinhos e mamãezinhas de hoje, tão ingênuos tadinhos, tão inocentes pobrezinhos... acham que o filhotinho vai pra rave só prá dançar, se divertir. Tomem tento!
Vocês estavam onde nas últimas décadas? Não curtiram discoteca? Nunca entraram numa danceteria? Não lêem jornal, revista, internet? Não foram ao Rock in Rio? Ñão passaram carnaval em Cabo Frio ou em Salvador?
Não se tocam que, de "cara limpa", nenhum filho de Deus consegue dançar (ou melhor - pular), 24 horas ou mais?
Nos anos 70 já era um frege, uma dificuldade recusar uma "bolinha só prá ficar acordada" - não obrigada, eu fico acordada com minha própria animação. Mas, por mais que a gente agitasse, armasse, tinha um tempinho que a gente tinha que "dar um tempo" entre um agito e outro. Se o programa fosse carnaval em Cabo Frio, a gente tirava um tempinho prá tirar um cochilo e ficar no ar das seis da tarde até o outro dia as 10 da manhã.
Tinha o pessoal que era "chegado"...não dormia nunca. Um dia encontrei um deles desmaiado, torrando os miolos em plena praia do Forte às duas da tarde, curtiu o resto do carnaval na cama de um hospital se hidratando.
Então papais e mamães, vamos lembrar do tempo que éramos nós que agitávamos e vamos ficar mais atentos? Pelo menos prá depois não dar uma de otário, coisa que eu sei que vocês não são!
outubro 25, 2007
Brasília
Eu cheguei de Brasília e ainda tô sob o efeito daquela cidade horrorosa (aliás, aquilo é cidade?). È do tamanho dos menores bairros daqui do Rio, que já é pequeno. Dá uma acelerada na Esplanada dos Ministérios (acelerada é viagem minha, pq a velocidade máxima lá é 80km, daí qdo vc chega nos 80, já tem a maldita plaquinha de 60!), aí já está no Octogonal, Sudoeste, Candangolândia ou sei mais lá o que.
Onde o JK tava com a cabeça, meu Deus, tava fugindo de que? De quem? Tá legal que querer desenvolver o centro oeste, mas precisava levar a capital prá lá? No meio de absolutamente nada ou coisa alguma.
E o clima? Tive que tomar muuuiiiita lourinha pra melhorar o efeito da seca. Gastei mil ml de soro pra nariz, olhos e outros etcs e tais, que nem todo orifício dá prá molhar com cerveja.
E dizer que Lucio Costa é um gênio? É um louco! Como se aprende a andar num lugar que não tem esquina, não tem rua, só tem tesourinha. Quando desenhou aquilo, ele devia estar sob o efeito das mesmas cervas que eu, aí desenhou uma coisa zonza. Me senti uma costureira: tesourinha prá cá, tesourinha prá lá. E os "véio" de lá entram nas tais das tesouras com tudo...nada de entrar pelo cantinho, acostamento ou sei lá que nome se dá a isto lá... os caras, ops, desculpem, os véio entram é pelo meio da pista mesmo.
Dizem que o trânsito lá melhorou muito nos últimos quinze anos. Fica cá uma dúvida, há quinze anos atrás tinha trânsito lá?
Não se usa buzina em Brasília, se usa cantada de pneu, freada brusca, aquela encostadinha básica de parachoque e palavrão, claro, que vc, pobre coitado, não ouve, já que se você está de qualquer coisa menos que Mercedes ou Mitsubishi - lá tá de bicicleta. Aliás, numa ida ao Setor de Mansões, quase encostei meu pobre calhambeque e fiquei no meio fio sentada abestada, olhando um sem fim de desfile de carros que nem em revista de concessionária eu vi.
Aí mesmo é que fiquei uma arinhanha. Eles desfilando com aquelas máquinas (carro é outra coisa, conhecida nossa)....Com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Minha filha falou que eram carros do Senado (a pobrezinha mora lá). Piorou minha putice... prá que senador que trabalha três dias por semana...trabalha não, vai lá, qdo não está em "visita às bases" ..e que bases... vejam na Playboy...precisa andar montado daquele jeito? Que que ele fez para conseguir? Estudou...não. Fez concurso público...não. Nasceu rico? ...não. Fui eu (aliás me incluam fora desta que eu vou lá, mas não voto há muitos anos). Então foram vocês, bando de pobretões!
E o povo de lá? Tudo egresso do Nordeste, Goiânia, Minas e Rio, claro, coitadinhos, mal chegam já tâo pensando na transferência de volta.
Quequiéaquilo? Ninguém dá bom dia (será que eles não sabem pra que serve?). Ninguem pede nada por favor. Obrigada aí já é viagem minha. Tu não conhece a pessoa e ela, na carona, sem cumprimentar, manda um...Pega isto aí prá mim. Eu claro, cariobaiana, fiquei olhando prá cara da sujeita com ar de pastel sem recheio e...não pequei e ela ainda ficou brava comigo.
Pior é que tenho que voltar lá sempre. Mas juro que vou aprender a andar naquele lugar sem precisar sair pra fazer caminhada com bússola.
Bjs
Onde o JK tava com a cabeça, meu Deus, tava fugindo de que? De quem? Tá legal que querer desenvolver o centro oeste, mas precisava levar a capital prá lá? No meio de absolutamente nada ou coisa alguma.
E o clima? Tive que tomar muuuiiiita lourinha pra melhorar o efeito da seca. Gastei mil ml de soro pra nariz, olhos e outros etcs e tais, que nem todo orifício dá prá molhar com cerveja.
E dizer que Lucio Costa é um gênio? É um louco! Como se aprende a andar num lugar que não tem esquina, não tem rua, só tem tesourinha. Quando desenhou aquilo, ele devia estar sob o efeito das mesmas cervas que eu, aí desenhou uma coisa zonza. Me senti uma costureira: tesourinha prá cá, tesourinha prá lá. E os "véio" de lá entram nas tais das tesouras com tudo...nada de entrar pelo cantinho, acostamento ou sei lá que nome se dá a isto lá... os caras, ops, desculpem, os véio entram é pelo meio da pista mesmo.
Dizem que o trânsito lá melhorou muito nos últimos quinze anos. Fica cá uma dúvida, há quinze anos atrás tinha trânsito lá?
Não se usa buzina em Brasília, se usa cantada de pneu, freada brusca, aquela encostadinha básica de parachoque e palavrão, claro, que vc, pobre coitado, não ouve, já que se você está de qualquer coisa menos que Mercedes ou Mitsubishi - lá tá de bicicleta. Aliás, numa ida ao Setor de Mansões, quase encostei meu pobre calhambeque e fiquei no meio fio sentada abestada, olhando um sem fim de desfile de carros que nem em revista de concessionária eu vi.
Aí mesmo é que fiquei uma arinhanha. Eles desfilando com aquelas máquinas (carro é outra coisa, conhecida nossa)....Com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Minha filha falou que eram carros do Senado (a pobrezinha mora lá). Piorou minha putice... prá que senador que trabalha três dias por semana...trabalha não, vai lá, qdo não está em "visita às bases" ..e que bases... vejam na Playboy...precisa andar montado daquele jeito? Que que ele fez para conseguir? Estudou...não. Fez concurso público...não. Nasceu rico? ...não. Fui eu (aliás me incluam fora desta que eu vou lá, mas não voto há muitos anos). Então foram vocês, bando de pobretões!
E o povo de lá? Tudo egresso do Nordeste, Goiânia, Minas e Rio, claro, coitadinhos, mal chegam já tâo pensando na transferência de volta.
Quequiéaquilo? Ninguém dá bom dia (será que eles não sabem pra que serve?). Ninguem pede nada por favor. Obrigada aí já é viagem minha. Tu não conhece a pessoa e ela, na carona, sem cumprimentar, manda um...Pega isto aí prá mim. Eu claro, cariobaiana, fiquei olhando prá cara da sujeita com ar de pastel sem recheio e...não pequei e ela ainda ficou brava comigo.
Pior é que tenho que voltar lá sempre. Mas juro que vou aprender a andar naquele lugar sem precisar sair pra fazer caminhada com bússola.
Bjs
VAMOS PARAR DE FRESCURA?
Meninas, não é que hoje alguem me chamou de afrobrasileira? Foi assim, num papo sobre tintura de cabelo, no salão, claro, que perua que é perua vai ao salão, no mínimo uma vez por semana. Fiquei indignada com esta frescura.
Fiz um discurso de ano e meio, que afro o que? Que frescura é esta minha nêga (e olha q a bichinha em questão era lourinha - oxinenada, claro), mas minha nêga prá mim, vale quando tou puta com o assunto, seja branco omo ou preto retinto.
Agora preto é afroalguma coisa
aborrecente é adolescente
Velho é idoso
Favela é comunidade
Pobre que trabalha é classe média
calhambeque é carro popular
E por aí vai... Me chamar de afrobrasileira sem conhecer meus antepassados é o cúmulo da frescura! Meu avô paterno era galego, minha avó índia (caçado no laço por êle), conforme consta dos autos da família. Meus bisavós maternos, também galegos, minha avó era negra. Então só valeu o negro aí nesta afroseiláoque? Prefiro ser chamada de negra, mulata (até pq nada tenho contra as mulas), neguinha, moreninha, bombom, crioula (aliás agora tô criloura), Mas afrobrasileira é o cacete!
Beijos neguinhos, branquinhos etc e etc
Fiz um discurso de ano e meio, que afro o que? Que frescura é esta minha nêga (e olha q a bichinha em questão era lourinha - oxinenada, claro), mas minha nêga prá mim, vale quando tou puta com o assunto, seja branco omo ou preto retinto.
Agora preto é afroalguma coisa
aborrecente é adolescente
Velho é idoso
Favela é comunidade
Pobre que trabalha é classe média
calhambeque é carro popular
E por aí vai... Me chamar de afrobrasileira sem conhecer meus antepassados é o cúmulo da frescura! Meu avô paterno era galego, minha avó índia (caçado no laço por êle), conforme consta dos autos da família. Meus bisavós maternos, também galegos, minha avó era negra. Então só valeu o negro aí nesta afroseiláoque? Prefiro ser chamada de negra, mulata (até pq nada tenho contra as mulas), neguinha, moreninha, bombom, crioula (aliás agora tô criloura), Mas afrobrasileira é o cacete!
Beijos neguinhos, branquinhos etc e etc
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