fevereiro 14, 2012

, MEIO POBRE OU MEIO RICA?

“Classe média, eu?” A idéia surpreende Josineide Mendes Tavares, uma manicure de 34 anos, moradora da Rocinha, a favela mais conhecida do Rio de Janeiro. Sua freguesia, formada por mulheres da zona sul, que Josineide atende em domicílio, proporciona uma renda de R$ 1.500 a R$ 2 mil por mês. Ela e os dois filhos pequenos vivem numa casinha de 35 metros quadrados. Lá dentro, ela tem uma televisão de tela plana de 29 polegadas, nova, equipada com serviço de TV por assinatura e DVD. Fãs de Cartoon Network e Discovery Kids, as crianças assistem à televisão sentada nas cadeiras de uma pequena mesa de jantar, porque na sala apertada não cabe um sofá. O fogão de quatro bocas é antigo, mas o freezer e a geladeira, Josineide acaba de comprar. Na laje, um extenso varal com roupas da moda e uma lavadora de última geração. “Compro tudo em parcelas a perder de vista”, diz ela. Ainda faltam um computador e um videogame. Ah!, sim. Josineide quer mais um celular. Ela já tem dois, mas diz precisar do terceiro para estar sempre à disposição da clientela.

Josineide e os filhos formam uma família típica da nova classe média brasileira, segundo uma pesquisa divulgada na semana passada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) – (Fonte: Revista Època)

Tô me procurando nesta lista.  Josineide mora na zona sul, eu moro no subúrbio.  A casa dela tem 35m quadrados, a minha tem 95!  O fogão dela é antigo – duvido mais que o meu.  A Josineide tem freezer!  Eu não preciso, acho que gasta muita luz e não tenho como enchê-lo.  Minha lavadora é antiguinha e minhas roupas não são “da moda”.  Um celular me basta.  Ah!  Temos um computador de última geração e um carro popular novinho. 

Meu marido e eu, aposentados, nos “viramos nos 30” para dar conta das contas e ganhamos, juntos, bem mais que a Josineide.  Como ela consegue?  Será que ela paga IPTU, água, luz e condomínio?  Tá certo, o IPVA é um luxo.  Mas não somos todos – a família dela e a nossa – classe média?

Algumas pesquisas feitas por mim informam que pode ser considerado classe B, ou seja, classe média alta, quem tem mais de 3 aparelhos de TV, freezer, dois banheiros, dois carros, curso superior, etc e tal.

Quantos brasileiros com curso superior estão trabalhando como caixa de supermercado por terem feito faculdades de péssima qualidade e recebendo pouco mais de 1 salário mínimo ao final do mês?

Quantos “emergidos” (conheço alguns), estão enrolados com as parcelas dos carros para poderem parecer o que não são?

Passando por esta análise rasteira dos economistas, fica evidente que em nosso país de pobres, quem tem um olho apenas já é rei!

fevereiro 10, 2012

ERRO? ACERTO? QUEM SOU EU PARA JULGAR?!



Aula inaugural no Curso de Pós Graduação Latu Sensu Unati Gama Filho. Euzinha no segundo período, pouco mais que uma novata. Mas, como não estou aqui a passeio, intui que o motivo da presença maciça não eram as palestras iniciais do ano letivo, a apresentação do plano de estudos ou quadro de matérias.  Todos (ou quase todos), estavam ansiosos para saber o futuro da Unati e sobre o afastamento da coordenadora do curso, tanto que alunas levaram mensagens previamente escritas sobre este último assunto. 

A vice-reitora iniciou os trabalhos explicando a aquisição da faculdade, as demissões, as causas, etc, etc.

Algumas alunas se inflamaram e foram até deselegantes no intuito de mostrar seu apreço e carinho com a coordenadora demitida.

Gente! Perdoem-me a franqueza, frieza ou distanciamento. Mas aquela não é uma universidade pública - é particular!  E todos, absolutamente todos, inclusive o reitor, são passíveis de demissão.  E na iniciativa privada não há necessidade de grandes explicações para defenestrar ninguém.  É um contrato de trabalho sem prazo determinado, que permite a ambas as partes rescindirem quando melhor entenderem.

Eu mesma, após pesquisar bastante, "esculhambei" o Grupo Galileo que adquiriu a faculdade. Esculhambei por não ser um grupo voltado a educação e, sim, ao lucro simples, já que trata-se de um grupo financeiro. Mas, vamos e venhamos... O que aconteceria com todos aqueles professores (demitidos ou não), quando na hora de sua saída ou quando necessitassem utilizar o FGTS para doença, aquisição de moradia, etc., descobrissem que a UGF não depositava o Fundo de Garantia mais de 10 anos?

Faz parte de qualquer profissional de excelência- não os medíocres, dar o melhor de si pelo seu trabalho.  Afinal, lá passamos a maior parte de nossas vidas, fazemos amigos, criamos vínculos, como também faz parte do empregador recompensar esta dedicação com o cumprimento de sua parte nas obrigações.

Mas, a despeito de tudo dito acima, ninguém tem o direito de demitir o mais reles dos funcionários via telegrama! É invadir a casa, o ambiente familiar sem ser convidado com uma notícia destas.

Porque via telegrama? No mínimo falta de respeito, ética profissional e desprezo por quem ajudou a construir uma história, seja quem for.

O Grupo Galileo não incorporou a "padaria do seu Zé"; adquiriu uma universidade de renome nacional e sabia disto.  Não pode, agora, em nome dos desmandos administrativos/financeiros da UGF tratar seus ex e atuais funcionários como o "feitor" do arrial! Respeite-os.

Quando a querida coordenadora e outros queridíssimos e competentíssimos professores que foram demitidos, espero que encontrem em outra instituição um ambiente de trabalho que os mereçam, onde tenham ambiente para desenvolver seu trabalho com tranquilidade e dedicação e afirmo que levarão nossa gratidão, amizade e lembrança onde estiverem.

Quanto a nós, alunos da Unati, cabe-nos não deixar, nunca,seja com quem e como for... DEIXAR A PETECA CAIR!