dezembro 12, 2011

Férias em Salvador - A viagem - I

Hômi, descobri sem querer que sou descente de Virgulino Ferreira , para quem não juntou cara com bunda- Lampião. 

Não tenho orgulho nem vergonha de saber disto agora; afinal descendência é descendência e pto. A única coisa certa que sei é que os Ferreira do ramo de Joana e Galdino são arretados e eu sou um deles. 
Pois é.  Mas o pessoal da FAB não sabe disto e me mandam para Salvador como cortesia, como se estivessem me fazendo um grande favor, como se a FAB não fosse nossa - de todos os brasileiros que pagam seus impostos e me informa que haverá um avião para retorno no dia tal, tal hora....

E lá vou eu.  No início da viagem fomos avisados que o avião faria uma escala em S. JOSÉ DOS CAMPOS - coisinha de 20 m do Rio e depois seguiria direto p Salvador.  Beleza.

E voamos, voamos até que 1 h depois achei que S. JOSÉ DOS CAMPOS estava longe demais.  O voo fez escala em S. JOSÉ DOS PINHAIS - Curitiba!!!

Este povo não estudou geografia não?  Não sabe a distância entre um local e outro ou resolveram orar para um santo diferente no meio da viagem?

Fazer o que?  Orar para qualquer S. José me fazer chegar rápido em meu destino.

Cheguei quase 4 h depois de sair do RJ.  Rapidíssimo.  Nunca na vida fiz um vôo tão ligeiro nas asas da FAB.

Então estou eu lá com meus Ferreiras queridos quando sou informada que não teria vôo de volta no domingo, conforme o combinado.  Talvez na terça, talvez na quarta, quem sabe em 2012?  E alguma Ferreira e mulher de talvez?  Talvez eu quisesse virar vendedora de acarajé, abará, mãe de santo, cantora de axé... Qualquer coisa para ficar me sustentando na Bahia até a FAB ter alguma certeza de alguma coisa.

Fui obrigada a economizar nas cervejas, no caranguejo, no siri catado, na farinha de carimã para poder pagar a passagem de volta. 

Eu voltei.  E volto a Salvador sempre, mas jamais pela FORÇA ATENÇÃO BABACA! Porque quero ir e voltar no dia marcado.

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