junho 05, 2013

BRUXA OU SIMPLESMENTE MULHER?

Vivemos num mundo onde o poder é predominantemente masculino. Só no séc XVII foi nos dado o direito, com ressalvas, de contarmos nossa própria história. Então...
Aos sabores da medicina antiga, tendo Hipócrates como "senhor do reino", da necessidade da igreja católica assegurar seu domínio sobre pessoas e pensares e do devido desconhecimento de ambos sobre a psicofisiologia feminina quem padeceu na cruz fomos nós - mulheres.

Oriundas de um país colonizado por hipócritas(*)  católicos, fomos alçadas a condição de putas (solteiras, mulheres estéreis, concubinas, amasiadas, etc), ou santas mãezinhas, obrigadas a povoar a colônia, o que relegou-nos, dentro da aceitação geral, ao simples papel de parideiras, onde o casamento obrigatório e sem amor era a "grande premiação".

Da santa mãezinha esperava-se apenas que, a partir da primeira menstruação procriasse e procriasse, sendo o sexo apenas o meio para atingir o fim - filhos.

Em meados do sec XVII, a mortalidade materna era absurdamente alta, em função das gravidezes repetidas em meninas com idades de 12 a 20 anos.

A mulher - ser feminino, não a máquina matriz, era vista como a causadora de todos os males da carne, inclusive culpada pelo desejo sexual masculino(sic); a menstruação como "purgação" do pecado de ser mulher.

Tido como altar da procriação, o útero em funcionamento apontava a mulher normatizada; aquele (útero), que não trabalhasse assinalava a mulher desregrada - ainda que casada.

Somente no até meados do sec. XX (exatamente em 1960), advento da pílula anticoncepcional e, descobertas da medicina isentas da religiosidade pudemos ter o prazer de ter filhos com e por prazer.

Porque? Porque a maioria dos queimados na inquisição foram mulheres?

Porque em pleno sec XXI, mulheres usam seu corpo como moeda de troca, seja por 1m de sucesso, seja para parir um herdeiro milionário ou uma foto em capa de revista?

Por que por tantos séculos fomos agrilhoadas pelas correntes hipócritas do mundo masculino, onde a esposa servia para procriar e a prostituta para "sexiar", que ainda não sabemos nosso exato lugar no mundo sexual.

Ainda é muito difícil "não ser freira e nem ser puta", parafraseando Rita Lee.

Por fim, acho mesmo é que nós salgamos a Santa Ceia, pusemos caipirinha no cálice divino e fizemos xixi na cruz.


(*) - imperadores católicos que faziam as leis que serviam somente ao povo. Veja a história de Marque dos Santos e tantos outros casos reais.

maio 09, 2013

Olha eu aqui de novo.

Tempo grande passou e eu parei de escrever. Preguiça, falta de tempo, problemas de saúde. Um montão de coisas, mas... vamos que vamos.

O mundo inteiro virou gay ou o mundo inteiro descobriu agora que existe homossexualidade? Desde, (ou antes, sei lá, porque sou novinha), dos tempos bíblicos que existem homossexuais, quem não é ignorante sabe que até um tempo atrás, era visto com naturalidade e até incentivado. Os eunucos o que eram? Depois da idade média, na entrada dos tempos modernos do cristianismo, resolveu-se que ser homossexual era vergonha, doença, pecado, contra as leis de Deus.
Qual Deus?
Então inventou-se a chamada hipocrisia, onde os homens casados, até o tempo de nossos pais podiam ter seus filhos fora do casamento e todo mundo fingia não ver, não saber, não conhecer.  Para o bem da chamada "família de bem".
Aos poucos, os homossexuais resolveram, e é preciso ser muito macho,se assumir. Prá que meu Deus? Prá que?  Que alvoroço desgraçado estão causando. 
O há de novo nisto? Porque a sexualidade de a, b ou c incomoda tanto? Alguém está realmente preocupado com a salvação do outro? Se come, se tem trabalho, se é íntegro? NÃO!! Estão preocupados com o que dão e  para quem!
Ora, sejamos realistas, quantos homens / mulheres com relacionamentos monogâmicos e hetero sexuais estão transando com outros homens/mulheres/homens às escondidas? 
Sexo, para mim, é coisa íntima, dividida apenas com meu parceiro. Porque vou eu ficar tomando conta dos bilaus e pererecas alheios? Não me interessa nem um pouco. O que REALMENTE  me interessa é que a pessoa seja íntegra, tenha caráter.  No mais.... Sem mais.