novembro 09, 2011

PSICOLOGIA? EU?

Primeira sessão de análise ontem.  Não sei se Lacaniana, freudiana ou coisa que o valha, mas como tive excelente acolhida da psicóloga, continuei.

Um parentêse para explicar  o negrito acima: ODIAVA, DETESTAVA, ABOMINAVA psicólogos.  Não sei se já contei para vocês que tenho uma irmã que fez doutorado, mestrado e mais não sei o que em psicologia e eu a considero louca de pedra, sem conexão nenhuma com a realidade dos seres ditos normais.

Dito isto, continuemos: de cara avisei desta minha aversão para a psicóloga.  Tadinha da bichinha, sei que fui, se não grosseira, cruel, mas já que estávamos iniciando uma sessão de análise todas as verdades deveriam ser ditas e como eu ando de mãos dadas com a verdade até as raias da falta de cordialidade, falei.

Que coisa boa poder falar das mágoas, dos sofrimentos, dores e dissabores para quem não nos conhece e tem as ferramentas necessárias para ouvir, perguntar apenas para entender,  sem julgar e nem aconselhar de imediato!

Falei durante duas horas.  Foi fácil? Difícil prá cachorro! Como tirar do útero (que não tenho mais), um filho que não queria nascer.

E no meio do meu blá blá bla, uma das poucas frases da moça: " A mãe é o começo, o centro, o cerne de tudo"!  Pronto, estava feita a mixórdia:  eu sempre me bati contra esta máxima tida como verdade verdadeira sem discussões.  Como diz grande amiga minha:  cadelas, vacas também são mães e não carregam esta carga de responsabilidade.  Porque nós humanas temos que carregá-la? É injusto, é desumano. 

Mães devem e tem que cuidar, proteger, acolher, educar e, se souber, amar.  Pronto e só. E tendo feito direitinho seu papel, não podem, não devem e não tem que levar a culpa das merdas que suas crias saiam fazendo pelo mundo.

E aí entra, de novo, esta minha teimosa mania de querer explicações que me convençam. 

Quem criou esta convenção?  Freud - homem.

A mãe do Freud era linda, linda, tinha só vinte e um anos a mais que ele, e vinte menos que seu marido


"Vibrante, bela, narcísica, tirânica, egocêntrica,..., com humor cortante" no dizer de Ernest Jones; essa autêntica "mama ídiche" chamava seu pimpolho primogênito de "mein goldner Sigi" - meu Sigi de ouro.

Pois bem.  Como explicar que, apesar de todo carinho, atenção, amor e proteção que as mães dão aos filhos, alguns, depois de adultos viram verdadeiros "bichos"? Seres sem caráter, sem emoção, ruins até a medula?

Como explicar que crianças que crescem sem afeto materno (tendo ou não mães), tornam-se adultos de  excelente caráter?

Vou continuar com a análise, claro, até porque as questões que me levaram até lá nada tem a ver com o meu papel de mãe, mas que vai ter que me convencer desta máxima, ah!  Isto vai! 

Nenhum comentário: