Sou uma menina de quarenta e treze anos. Atrevida, abusada e impaciente com muitas frescuras e este blog é para me divertir e, quem sabe, divertir alguem com minha impaciência bem humorada.
maio 21, 2008
Vamos falar claro, às claras?
Tenho percebido que para algumas pessoas a comunicação oral é uma coisa muito custosa, difícil, trabalhosa. A mim causa estranheza, por pouco não nasci falando. Clara, sonora e diretamente; dificilmente não me faço entender, pelo menos em português. Aí é que está o xix da questão... os que tem problemas em se comunicar, costumam não entender bem o que os outros falam e, principalmente se estes são diretos. Tenho percebido que estas pessoas costumam e gostam de conversar através de vieses, subentendidos, rodeios.... E o meu saquinho anda cheio disto. Quer dizer que sou feia? Que falo demais? Não me venham com rodeios, digam o que tem que dizer... se vou gostar, aí é outra história. Mas o que não gosto mesmo, detesto, abomino, cada dia aturo menos são as meias palavras, o "digo isto mas quero na verdade dizer aquilo outro". Que saco! Usem as palavras, gente, sem medo de falar. Para falar o que se quer dizer com todas as letras, não é necessário agredir nem ofender, mas falar para o outro entender, ou então falar apenas quando for para se fazer entender! A partir de agora, prometo ao bom e velho português ( prometo também ao péssimo português, aquele que chama Flávio de Frávio), que vou ficar burra quando estiver numa conversa deste tipo, não vou entender, não vou ficar imaginando, dando voltinhas nos meus pouquíssimos neurônios para tentar captar o que o outro está querendo dizer... As duas primeiras coisas que aprendemos na vida é andar e falar, não necessariamente nesta ordem. De andar ninguém faz tipo, mas de falar... tem uma turminha que tem uma técnica maravilhosa para falar, falar e não dizer a que veio a conversa... porque tá te enrolando para saber o que lhes interessa e não te deixar saber o que realmente é. É uma pena, porque esta turma de sub-reptícios (não sabe o que é? Vai procurar no dicionário, que lá é um excelente lugar para aprender palavras), não vai mais conseguir conversar comigo. Se tentar, vão ficar falando sozinhos, porque euzinha só vou conversar com quem não tem medo de se expor, de falar de homem prá homem, de gente prá gente, porque gente prá conversar por inteiro não me falta. Tô uma arinhanha pq hoje uma destas e ainda por cima que usa o mal português me veio com mais uma destas conversas fiadas.. me enrolou, eu como sempre, respondi com toda clareza e objetividade e só depois é que percebi que a sujeita me fez uma pergunta banal e, na verdade queria saber outra coisa absolutamente diferente do que perguntou. CHEGAAAAA!
maio 10, 2008
Amanhã é dia das mães. E só o que leio na mídia é que ser mãe é maravilhoso, é a melhor coisa do mundo, é divino, é, e.... Vamos ficar menos emotivas? Menos piegas? Ser mãe é da natureza do ser feminino. Todas as fêmeas tem filhos, pelo menos as que acasalam. Então porque esta devoção toda? Porque esta comoção que a mídia põe no ar esta época do ano? Eu só ou mãe no segundo domingo de maio? É um tal de "não vá esquecer o presente de sua mãe", "no domingo leve sua mãe ao shopping" ou "restaurantes fazem homenagem ás mães"...
É um tal de "tem que ...." presentear, sorrir, paparicar, mimar, amar... Ah! Isto me enche o saco todo ano.
Quem é mãe e não espera que seu filho fique especial somente neste dia sabe o que estou falando. Ser mãe é ótimo e fica melhor ainda quando os filhos estão criados, porque filho bebê é lindo, mas dá um trabalho, uma canseira, um desgaste diuturno, sem descanso nem um minutinho sequer... É barra ter que, além de ser responsável pela sobrevivência de outro ser, ser responsável pela formação do caráter, por esquentar no frio, sarar as doenças, curar as feridas emocionais. UFA!
Ser mãe e otimo, não sempre. Não quando estamos mortas de um dia de trabalho e o filho quer fazer uma festinha pros amiguinhos. Não quando estamos prontas para uma festa e o lindinho vomita no seu vestido carerrésimo. Não quando você quer namorar um pouquinho e o bebê berra por nada no quarto ao lado.
Enfim, ser mãe não é esta cooooiiisa que dizem não. É apenas natural. E o que é natural, não tem nada de excepcional.
Se me dizem que sou a melhor mãe do mundo, aceito, porque sou a única que eles tem. Se dizem que eu sou o maior amor da vida deles, acredito até ... a pág. 3, ou seja até que eles encontrem seu grande amor. Quando dizem que a melhor comida é a minha, desconfio que dizem o mesmo para qualquer uma que lhes aplacar a fome.
Portanto, não sou a melhor mãe do mundo, nunca pretendi sê-lo e me dou por muito satisfeita com meus filhos.
Mulheres, com sinceridade, me digam: Eu sou louca?
É um tal de "tem que ...." presentear, sorrir, paparicar, mimar, amar... Ah! Isto me enche o saco todo ano.
Quem é mãe e não espera que seu filho fique especial somente neste dia sabe o que estou falando. Ser mãe é ótimo e fica melhor ainda quando os filhos estão criados, porque filho bebê é lindo, mas dá um trabalho, uma canseira, um desgaste diuturno, sem descanso nem um minutinho sequer... É barra ter que, além de ser responsável pela sobrevivência de outro ser, ser responsável pela formação do caráter, por esquentar no frio, sarar as doenças, curar as feridas emocionais. UFA!
Ser mãe e otimo, não sempre. Não quando estamos mortas de um dia de trabalho e o filho quer fazer uma festinha pros amiguinhos. Não quando estamos prontas para uma festa e o lindinho vomita no seu vestido carerrésimo. Não quando você quer namorar um pouquinho e o bebê berra por nada no quarto ao lado.
Enfim, ser mãe não é esta cooooiiisa que dizem não. É apenas natural. E o que é natural, não tem nada de excepcional.
Se me dizem que sou a melhor mãe do mundo, aceito, porque sou a única que eles tem. Se dizem que eu sou o maior amor da vida deles, acredito até ... a pág. 3, ou seja até que eles encontrem seu grande amor. Quando dizem que a melhor comida é a minha, desconfio que dizem o mesmo para qualquer uma que lhes aplacar a fome.
Portanto, não sou a melhor mãe do mundo, nunca pretendi sê-lo e me dou por muito satisfeita com meus filhos.
Mulheres, com sinceridade, me digam: Eu sou louca?
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