outubro 05, 2011

Epa!  Quiseram me enquadrar!  Ai, ai, ai.  Não me venham dizer que eu sou isto ou aquilo porque eu sou isto, aquilo e aquilo outro.  Se e quando eu tiver a fim.

Sou  a mãe zelosa, a dona de casa laboriosa, a esposa amorosa - tudo como manda o figurino; mas também sou a mãe que se irrita até a loucura, com vontade de esganar um filho.  A dona de casa que odeia sê-lo e a esposa que tem vontade de jogar o marido pela janela de quando em vez.

Eu sou mesmo é uma METAMORFOSE AMBULANTE.

E por isto, fico muito a vontade para negar agora tudo o que eu disse antes.  Para voltar do meio do caminho para onde ia toda faceira.  Para ficar até 1/2 noite de canga e  havaianas em Búzios quando está todo mundo superhipermega produzido.  Para soltar a voz até ficar rouca de tanto cantar samba na praça.

Também fico muito na minha para ficar quietinha quando todo mundo tá fazendo a maior festança.  Para dormir no meio da dança.  Para sair quando a festa não está me agradando sem me importar em dizer porque.

Eu só não quero é me embrulhar para presente para agradar gregos e/ou troianos.  Dá para gostar de mim como sou?  Não dá?  Sorry. Tem gente que gosta.

Uma coisa meus amigos tem certeza, nunca vão "topar" com deslealdade, desonestidade, carinha emburradinha ou surpresas.

Por favor, não me patrulhem, não me rotulem e nem tentem me enquadrar.  Meu pai morreu aos 80 anos e não conseguiu, por mais que nos amássemos.

Portanto, ou leva assim, em papel jornal ou vai procurar alguém que seja dissimulado, fantasiado de bonzinho pra te agradar e seja muuiiiito feliz.

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