Diz meu amigo Ali Kamel em seu excelente livro "Nós não somos racistas", que no Brasil não existe racismo e, sim, preconceito social. Lendo o livro aceitei sua visão. Mas passando final de semana na praia da Ferradura, em Búzios (balneário metido a chic do R. de Janeiro), fiquei em dúvidas sobre esta afirmativa.
Chamou-me atenção a quantidade de pessoas olhando em minha direção. Ora, sou gordinha, baixinha e sessentona. Por mais perfeita que estivesse, arrancaria, no máximo, olhares de alguns velhotes sapecas.
Mas não eram apenas os velhotes sapecas e nem eram para mim os olhares. Que pena, quase acreditei-me linda!
Como toda mulher é curiosa e eu não sou exceção, segui os olhares e entendi o motivo de tantas risadinhas, comentários à meia boca, olhares de soslaio e algo mais.
Sentados atrás de mim um jovem casal da mãos dadas bebericando uns drinks. Até aí, zero de curiosidade despertariam.
Ela lindíssima, com porte de modelo internacional; ele com cara de namorado apaixonado.
Mas em sendo em Búzios e não havendo nenhum papparazzi por perto, uma olhadinha só seria suficiente não é mesmo?
Seria. Se não fosse a linda, negra, negríssima, retinta e o namorado norueguês com cara de dinamarquês de tão branco.
Ela, advogada . Ele tentando se "segurar" no Brasil através de traduções já que fala muitíssimo bem nosso idioma.
E sabem porque soube disto? Porque perguntei a eles se poderia fotografar aquele casal tão lindo.
Pra que?! Foi uma confusão dos diabos. Eles até aceitaram, mas então a praia toda se acercou. Se é negra, é linda, tá com um brancão, não está com jeito de "mulher de arrumação", então é modelo ou artista!
Quem são? Me conta! Da onde são?
Como eu não quis pagar "mico", agradeci as fotos e voltei ao meu lugar.
O burburinho continuou de forma tão "gritante" que o casal foi obrigado a se retirar.
Tá certo Ali Kamel. Se é negra, linda, advogada pode. Se é negra, linda e pobre, sem estudo - prostituta!
Chamou-me atenção a quantidade de pessoas olhando em minha direção. Ora, sou gordinha, baixinha e sessentona. Por mais perfeita que estivesse, arrancaria, no máximo, olhares de alguns velhotes sapecas.
Mas não eram apenas os velhotes sapecas e nem eram para mim os olhares. Que pena, quase acreditei-me linda!
Como toda mulher é curiosa e eu não sou exceção, segui os olhares e entendi o motivo de tantas risadinhas, comentários à meia boca, olhares de soslaio e algo mais.
Sentados atrás de mim um jovem casal da mãos dadas bebericando uns drinks. Até aí, zero de curiosidade despertariam.
Ela lindíssima, com porte de modelo internacional; ele com cara de namorado apaixonado.
Mas em sendo em Búzios e não havendo nenhum papparazzi por perto, uma olhadinha só seria suficiente não é mesmo?
Seria. Se não fosse a linda, negra, negríssima, retinta e o namorado norueguês com cara de dinamarquês de tão branco.
Ela, advogada . Ele tentando se "segurar" no Brasil através de traduções já que fala muitíssimo bem nosso idioma.
E sabem porque soube disto? Porque perguntei a eles se poderia fotografar aquele casal tão lindo.
Pra que?! Foi uma confusão dos diabos. Eles até aceitaram, mas então a praia toda se acercou. Se é negra, é linda, tá com um brancão, não está com jeito de "mulher de arrumação", então é modelo ou artista!
Quem são? Me conta! Da onde são?
Como eu não quis pagar "mico", agradeci as fotos e voltei ao meu lugar.
O burburinho continuou de forma tão "gritante" que o casal foi obrigado a se retirar.
Tá certo Ali Kamel. Se é negra, linda, advogada pode. Se é negra, linda e pobre, sem estudo - prostituta!
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