outubro 25, 2007

VAMOS PARAR DE FRESCURA?

Meninas, não é que hoje alguem me chamou de afrobrasileira? Foi assim, num papo sobre tintura de cabelo, no salão, claro, que perua que é perua vai ao salão, no mínimo uma vez por semana. Fiquei indignada com esta frescura.

Fiz um discurso de ano e meio, que afro o que? Que frescura é esta minha nêga (e olha q a bichinha em questão era lourinha - oxinenada, claro), mas minha nêga prá mim, vale quando tou puta com o assunto, seja branco omo ou preto retinto.

Agora preto é afroalguma coisa
aborrecente é adolescente
Velho é idoso
Favela é comunidade
Pobre que trabalha é classe média
calhambeque é carro popular

E por aí vai... Me chamar de afrobrasileira sem conhecer meus antepassados é o cúmulo da frescura! Meu avô paterno era galego, minha avó índia (caçado no laço por êle), conforme consta dos autos da família. Meus bisavós maternos, também galegos, minha avó era negra. Então só valeu o negro aí nesta afroseiláoque? Prefiro ser chamada de negra, mulata (até pq nada tenho contra as mulas), neguinha, moreninha, bombom, crioula (aliás agora tô criloura), Mas afrobrasileira é o cacete!

Beijos neguinhos, branquinhos etc e etc

Nenhum comentário: