Tá com pressa? Quer chegar na hora? Vai de ônibus, meu amor. As empresas rodoviárias estão comendo mosca. Um pouquinho de marketing, um lanchinho gostoso "de grátis" - barra de cereal não vale... um cafezinho e, pronto! Muita gente iria pensar duas vezes antes de penar feito um cachorro sarnento nos aeroportos do Min. Nelson Jobim.
Comecei penando prá comprar um bilhete. No site constava um "preço promocional" (promocional é o cacete, duzentos e poucos contos por uma viagenzinha de 70 min!!). Bom, neste precinho de merreca, prá pobre, não dava prá comprar pelo site, só na loja. Lá vai a idiota aqui pro aeroporto. Aliás, quando lá cheguei, achei que tinha dormido no caminho e estava na Rodoviária de Quezona do Sul, tal a confusão, salseiro mesmo, dos bons.
Aos trancos e barrancos, muitos trancos, porque a estação (ops!) aeroporto tinha mais gente do que na festa do Círio de Nazaré. Enfim, cheguei na bendita loja. Ah ha! Ninguem prá atender, fechadinha, luzinha apagada...bom deve haver alguem prá me informar. Balcão de informações, claro! Onde? Existe? Procurei, mas não achei ninguem prá me informar do dito cujo. Meia hora depois, encontrei o balcão da Infraero... solícitos, educados, os funcionários me informaram que a tal empresa só funciona quando tem algum vôo para chegar ou sair e naquele dia só à noite.
Sou brasileira, sou teimosa, não posso desistir! Voltei prá casa e liguei para a bendita cia... - sra, não vendemos bilhetes por telefone, só pelo site ou nas lojas.
- Que site, minha querida, que loja, meu amor? Sabem aquela musiquinha, perfeita prá estas horas? "vai tomar no.....". Não cantei, juro, tento continuar educada na hora do despero.
Depois de muita peleja, suor e cerveja, consegui comprar o maldito bilhete pelo site. Claro, bem mais que o "precinho promocional". Mas, juro, da próxima vez, chamo o Jobim.
Obs.: O vôo atrasou quatro horas e, desta vez, nem barrinha de cereal.
Beijos e bom vôos.
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