janeiro 06, 2012

–AQUISIÇÃO / FUSÃO OU CONFUSÃO?

Trabalhei 15 anos numa multinacional do ramo farmacêutico, que durante este tempo passou por 4 fusões/confusões/aquisições. Houve época que me atrapalhava com a razão social da empresa.

O assunto começava sempre sendo cochichado pela “rádio corredor”, às vezes, um ano antes. Não adiantava perguntar aos “graúdões” porque eles negavam sempre. Também eles tinham medo de perder seus empregos!

Quando efetivamente acontecia, era um “Deus-nos-acuda”! Cada funcionário tinha uma historinha para contar, até que a Presidência, através de seus diretores, já tendo sido estabelecido qual das empresas “fusionadas” seria a mandante, fazia uma grande reunião com todos os funcionários para explicar o roteiro que seria seguido dali por diante.

Sempre! Sempre negavam que fosse haver demissões e, se caso houvesse, seria decorrente do ajuste necessário para caber 2 empresas numa só.

Acontece que este processo era lento – numa das fusões levou-se mais de 1 ano até que decidissem o quadro final.

Hoje, imagino que neste período analisavam o critério “meritocracia”, pois era comum haver dois funcionários ou mais com o mesmo cargo e/ou função.

Mesmo com os grandes investimentos feitos em tecnologia e aquisição de novas patentes, (e isto é caaaro!) Os medicamentos não aumentavam de preço para o consumidor final, além dos aumentos de praxe.

Interessante observar que a indústria farmacêutica, e aqui me permito fazer a relação com a UGF (Universidade Gama Filho), também trabalha com um dos pilares básicos para a dignidade de um povo: Saúde & Educação.

Ora, pois! Que fusão bizonha esta feita pelo GRUPO GALILEU com a UGF e a Univercidade que começa a cobrar dos alunos os ônus dos investimentos que ainda serão feitos? Se é que serão e exatamente no início de um novo ano letivo?

Porque a agilidade nas demissões de professores/mestres/doutores, etc, que não sabiam de absolutamente nada em dezembro – final do ano letivo? Apenas o que a “rádio corredor” comentava.

Para uma coisa bem feita, transparente e, mesmo que causasse dores, seria correto que somente no final do ano letivo de 2012 ocorresse o que está ocorrendo agora, com docentes e discentes previamente informados. O que permitiria cada um procurar seu destino como melhor lhe aprouvesse.

Não sou especialista no assunto. Não acho que nenhum negócio que receba pela venda de seus produtos – seja remédio ou educação tenha que abrir mão de seu principal motivo de existência – o lucro.

Mas sei, com a  certeza e por experiência de trabalho duro em fusões, que quem quer bônus, arca também com o ônus.

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