janeiro 29, 2009

EU E DEUS - PARA QUE RELIGIÃO?


Não estou aqui a discutir Deus. Mesmo os que Nele dizem não acreditar não têm como me explicar de onde viemos. Tá bom, houve o Big Bang, mas assim, do nada? E porque do Big Bang? Quem o causou? E depois? Tudo foi criado ao acaso, certinho, uma coisa para cada outra....?

Quero falar é sobre o poder das religiões e seus sectários, este imenso poder que me assusta.

Católicos, protestantes, islâmicos, anglicanos, hinduístas, judeus, etc, etc,

O sentido do sagrado é uma das coisas que diferenciam o homem do animal. Talvez até tenha sido mais importante que o uso da mão e da fala, duas habilidades que nos fazem únicos entre os animais. Em algum momento, ainda na Idade do Gelo, o homem começou a tomar consciência de que vivia e, portanto, morria. Como é o único animal que sabe que vai morrer, teme a morte, talvez daí o início da fé. Em alguma coisa em que se pudesse escorar, não para deixar de morrer, mas para viver.

As pinturas nas cavernas, algumas ainda visíveis depois de 25.000 anos, foram tentativas de o homem primitivo expressar o encantamento e ligar a própria vida aos mistérios do sobrenatural. Muito que bem, a partir daí talvez o homem tenha sentido o início da espiritualidade.

Mais tarde, espertamente, o homem sagaz como ele só e, sim, querendo aproveitar este encantamento e curiosidade, inventou uma religião, talvez o hinduísmo, que, de acordo com alguns historiadores, data de mais 215.000 anos.

Pronto!! Começou aí a idéia de se querer subjugar o outro usando o que o homem tem de mais íntimo – sua espiritualidade.

Então começaram as regras, os conceitos e preceitos, as proibições, começou o homem a ditar como o outro chega a DEUS!

Porque quase todas as religiões têm uma constituição política? Na maioria delas, chega-se ao auge do poder através do estudo teórico. Em outras a ascese, em outras ainda, o dinheiro. Tirando-se as chamadas religiões cristãs novas, desde o orientalismo até deserções do evangelismo, as antigas foram iniciadas por pessoas com grande capacidade de agregação e convencimento, mas muito simples, do povo.

O desafio de cada denominação religiosa é como se tornar interessante para o fiel na resposta que preparou para as indagações transcendentais que atormentam a humanidade há milênios, mas me pergunto como e porque eles teriam esta resposta.

Nas minhas andanças pela vida andei pela igreja católica. Gosto de seus rituais, acho-os muito chiques, mas não consigo acreditar que uma mulher deu á luz sem nenhum contato sexual. Não consigo aceitar o poder do papa. Não aceito o preconceito contra mulheres não poderem ser ordenadas.

Fui também a adventista do sétimo dia. Num culto de duas horas, durante uma hora se cobrou dos fieis o pagamento do dízimo, com datas e nomes. Que horror!

No espiritismo a cobrança excessiva sobre o fazer caridade. Ora bolas, caridade obrigatória é esmola!



Para mim, com o passar dos anos e há muitos sem freqüentar nenhuma religião, mas me mantendo no caminho da ética, (julgamento de valor na medida em que estes se relacionam entre o bem e o mal) e dos bons costumes para viver em sociedade, do respeito a mim e ao próximo, tenho encontrado estas respostas em Deus e, por conseguinte, em mim. Não preciso que ninguém venha me impor normas de conduta para o meu dia a dia, além disto: respeito, benevolência, bom senso e, acima de tudo, fé em DEUS, não estão amarrados a nenhuma religião.

Não admito que ninguém nesta terra se ache no direito de intitular-se mensageiro de DEUS. Quando foi que Ele lhe deu a procuração? Por meio de quem? Onde? Acho presunção qualquer humano achar-se no direito de entender os caminhos que levam a Deus e que este caminho melhor para todos, ou ainda que seja, para alguns.

Seres humanos, pela própria natureza, têm curiosidade para entender o que lhes cerca, de acordo com seus conhecimentos e valores. Diante disto, prefiro estudar, ler sobre tudo, observar pessoas em suas reações mais desiguais, tentar achar o melhor caminho que me convier, de acordo com os valores que eu entender como certos.

Percebo que as pessoas procuram a religiosidade (não necessariamente, a espiritualidade), quando estão em sofrimento, seja ele de ordem material ou moral. Procuram alívio para suas mazelas e respostas para suas indagações. Então é fácil aceitar que alguém lhes diga o que, como e onde fazer para melhorar sua vida. Aí me pergunto: e a fé em Deus? Onde ficou, que se faz necessário escutar belas palavras ditas a exaustão, sessões de descarrego, oferecer flores, dinheiro e às vezes, o próprio querer, ou até a vida em troca deste alívio?

Errarei? Sim. Mas, como não tenho nada, a não ser DEUS, como verdade absoluta, dispenso qualquer, qualquer patrulhamento, coerção, indicação, sistema de normas e condutas sugerido pelo homem para me manter junto a Ele.

Minhas dificuldades cotidianas, minhas inseguraças, medos, anseios, dúvidas, alegrias, levo diretamente a Deus, sem intermediários, e tenho sido bem provida, bastante atendida, profundamente agradecida a ELE.

Nenhum comentário: