maio 21, 2008

Vamos falar claro, às claras?

Tenho percebido que para algumas pessoas a comunicação oral é uma coisa muito custosa, difícil, trabalhosa. A mim causa estranheza, por pouco não nasci falando. Clara, sonora e diretamente; dificilmente não me faço entender, pelo menos em português. Aí é que está o xix da questão... os que tem problemas em se comunicar, costumam não entender bem o que os outros falam e, principalmente se estes são diretos. Tenho percebido que estas pessoas costumam e gostam de conversar através de vieses, subentendidos, rodeios.... E o meu saquinho anda cheio disto. Quer dizer que sou feia? Que falo demais? Não me venham com rodeios, digam o que tem que dizer... se vou gostar, aí é outra história. Mas o que não gosto mesmo, detesto, abomino, cada dia aturo menos são as meias palavras, o "digo isto mas quero na verdade dizer aquilo outro". Que saco! Usem as palavras, gente, sem medo de falar. Para falar o que se quer dizer com todas as letras, não é necessário agredir nem ofender, mas falar para o outro entender, ou então falar apenas quando for para se fazer entender! A partir de agora, prometo ao bom e velho português ( prometo também ao péssimo português, aquele que chama Flávio de Frávio), que vou ficar burra quando estiver numa conversa deste tipo, não vou entender, não vou ficar imaginando, dando voltinhas nos meus pouquíssimos neurônios para tentar captar o que o outro está querendo dizer... As duas primeiras coisas que aprendemos na vida é andar e falar, não necessariamente nesta ordem. De andar ninguém faz tipo, mas de falar... tem uma turminha que tem uma técnica maravilhosa para falar, falar e não dizer a que veio a conversa... porque tá te enrolando para saber o que lhes interessa e não te deixar saber o que realmente é. É uma pena, porque esta turma de sub-reptícios (não sabe o que é? Vai procurar no dicionário, que lá é um excelente lugar para aprender palavras), não vai mais conseguir conversar comigo. Se tentar, vão ficar falando sozinhos, porque euzinha só vou conversar com quem não tem medo de se expor, de falar de homem prá homem, de gente prá gente, porque gente prá conversar por inteiro não me falta. uma arinhanha pq hoje uma destas e ainda por cima que usa o mal português me veio com mais uma destas conversas fiadas.. me enrolou, eu como sempre, respondi com toda clareza e objetividade e só depois é que percebi que a sujeita me fez uma pergunta banal e, na verdade queria saber outra coisa absolutamente diferente do que perguntou. CHEGAAAAA!

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